A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), prendeu ontem Samuel de Souza Sanches, 28 anos, o último acusado de ter participado do roubo seguido de estupro de duas jovens na zona sul de Bauru no dia 9 de abril. Além dele e de Thiago Ramos Vilela - preso no último dia 3 -, outro suspeito confirmou a participação: Diego Dominiciano da Silva, 20, que já estava detido por roubo à residência. Ainda ontem, a DIG fez mais duas prisões referentes ao caso de um latrocínio, que também foi praticado por Thiago e ocorreu exatamente um mês depois do duplo estupro.
O assalto seguido de estupro ocorreu após as duas garotas ? de 17 e 18 anos - terem saído de uma lanchonete na avenida Getúlio Vargas com os respectivos namorados, Na ocasião, os dois casais foram abordados na quadra 9 da rua Doutor Fuas de Mattos Sabino pelos três homens.
Após roubarem dinheiro, relógios e aparelhos celulares das vítimas, o grupo foi levado até um matagal às margens da rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), a Bauru-Marília, onde as duas meninas foram estupradas. Depois, as vítimas e o veículo foram abandonadas próximo a um posto de combustível.
Thiago foi preso no começo deste mês e encaminhado a Cadeia Pública de Duartina. No dia, ele confessou o assalto ao grupo de jovens, entretanto, negou ter estuprado as garotos. As vítimas, todavia, reconheceram o suspeito como sendo o estuprador.
Segundo o titular da DIG, Carlos Alberto Gomes da Rocha Silva, Samuel Sanches, que foi detido ontem, confessou a participação no assalto ao grupo, porém, também disse não ter praticado o estupro. A versão foi confirmada pelas vítimas, que o reconheceram apenas por sua participação no roubo.
No fim da tarde de ontem, foi expedida a prisão temporária de Samuel. De acordo com o delegado, ele seria encaminhado para a Cadeia Pública de Duartina.
O outro suspeito de ter praticado o assalto também foi identificado e confessou o crime. Diego da Silva, entretanto, já estava preso no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Bauru. Ele foi detido em flagrante no dia 17 do mês passado após assaltar, com outros dois homens, uma residência no Jardim Ferraz e trancar os moradores em um dos quartos do local.
"Eu já ouvi o Diego e ele acabou confessando que participou do assalto aos jovens. Porém, também alega não ter estuprado as garotas", complementa o delegado Carlos Alberto da Rocha Silva.
Caso encerrado
Com a prisão de Samuel realizada ontem, a de Thiago no último dia 3 e a confissão de Diego, que já estava preso por outro crime, a DIG considera que as investigações do caso do duplo estupro estão encerradas.
"Todos os envolvidos estão presos e conseguimos solucionar esse caso. Mesmo com a negativa de todos em relação ao estupro, as vítimas reconheceram Thiago como sendo o autor", completa o titular da DIG, Carlos Alberto Gomes da Rocha Silva.
Acusados de latrocínio também foram presos
Exatamente um mês após o estupro das duas jovens na zona sul, o comerciante Gildásio da Cunha Silva, 42 anos, foi vítima de um latrocínio em Bauru. Dois crimes que comoveram a cidade e uma peça em comum: Thiago Ramos Vilela. Além de ter sido apontado pelas vítimas como o autor do estupro, ele, quando foi preso, confessou ter matado o comerciante.
Ontem, a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) prendeu outros dois suspeitos de terem participado do crime. Após as investigações, Eduardo Ioite Ishikawa, 32 anos, e José Carlos Moço Filho, 38, foram relacionados ao latrocínio.
No dia do crime, ocorrido no dia 9 de maio, o comerciante Gildásio Silva, que possuía um bar na Vila Pacífico, saiu para caminhar por volta de meia-noite. Poucas horas depois, a residência da família foi assaltada por dois homens - um deles armado de revólver. Em posse das chaves da casa, os ladrões roubaram joias, cerca de R$ 500,00 e mais todo o dinheiro do estabelecimento. O corpo do comerciante foi encontrado no dia seguinte na zona rural de Piratininga.
Segundo o delegado titular da DIG, Carlos Alberto Gomes da Rocha Silva, o acusado Eduardo Ishikawa, conhecido como "Japa", negou que tenha matado a vítima, entretanto, confessou a participação no assalto. Já José Carlos Filhos foi detido porque o corpo do comerciante foi transportado em seu veículo, uma Saveiro brancas, placas DDZ 9821, de Bauru, que já foi apreendida. Em depoimento, o indiciado afirmou que não teve qualquer envolvimento e que simplesmente emprestou o carro.
As investigações do caso ainda continuam. Segundo o delegado Carlos Alberto, ainda é possível que outras pessoas sejam presas. "Tenho certeza de que o caso foi latrocínio, mas ainda verificamos algumas versões dos envolvidos e investigamos a participação de outras pessoas".
Quando Thiago Ramos Vilela foi preso, ele disse que matou o comerciante pois a vítima o tinha chamado de estuprador. Porém, ainda há outras versões. Uma delas seria o possível envolvimento da vítima e de Thiago com uma mesma mulher. Ontem foi expedido o mandado de prisão temporária de Eduardo e José Carlos.