O goleiro Julio Cesar deu um susto nesta quinta-feira no treino da tarde. O titular da camisa 1 deixou a atividade mais cedo que os outros atletas, se queixando de dores musculares. O arqueiro participou da primeira parte do treinamento junto com os outros goleiros, Victor e Jefferson. Mas antes que os jogadores começassem a fazer o treino de finalização, em que os três se revezam, ele foi para uma das vans que faz o transporte do campo para o hotel e não voltou.
No entanto, segundo o departamento médico da Seleção Brasileira, ele não será problema para o jogo contra o Paraguai, neste sábado. A saída de Julio Cesar foi apenas para poupá-lo. Mas se, por acaso, o camisa 1 não puder jogar, Victor e Jefferson têm demonstrado nos treinamentos que estão preparados para entrar. No exercício de finalização, a dupla dificultou bastante para os jogadores de linha.
Neymar, por exemplo, não marcou nenhum gol durante a atividade em que os atacantes tinham que aproveitar os cruzamentos e finalizar. O menino do Santos anotou duas vezes, mas só quando o treino passou a ser de chute direto para o gol, com a bola rolada por Sidney. Antes das finalizações, Mano Menezes conduziu um treino técnico, de toque de bola. Nessa atividade ele dividiu o grupo em dois times de dez jogadores. Com colete ficaram os mesmos jogadores que começaram a partida contra a Venezuela.
Arbitragem
O árbitro que apitará a segunda partida do Brasil na Copa América não é considerado do primeiro time do quadro sul-americano. Apesar de ser um dos árbitros que usam o escudo da Fifa no continente, o colombiano Wilmar Roldan ainda é considerado em início de carreira.
O juiz é o caçula da Copa América entre seus pares - e mais jovem que muitos dos jogadores que ele terá de controlar. Roldan tem apenas 31 anos - mais novo ou com a mesma idade que seis jogadores do Paraguai e dois brasileiros (Lúcio e Julio Cesar).
Roldan, no entanto, é conhecido por ser um árbitro enérgico e de pouco papo com os jogadores. Essa postura em campo até lhe rendeu um apelido. Ele é conhecido como o "Castrilli de Antióquia", numa referência ao polêmico juiz argentino Javier Castrilli, que ficou bastante famoso no Brasil ao apitar uma semifinal de Campeonato Paulista, em 1998, em que a Portuguesa saiu prejudicada por ele.