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Marina anuncia saída do PV e diz que é hora de ser ?sonhático?

Folhapress
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São Paulo - A ex-presidenciável Marina Silva anunciou ontem, em ato público, sua saída do PV e afirmou que o momento não é de ser pragmático, mas sim "sonhático". "É preciso reagir e chamar mais e mais pessoas para um grande debate nacional sobre o nosso futuro. É essa a causa que nos move e nos faz reconhecer que o propósito de levar adiante por meio do PV, na forma em que foi estruturado, não foi possível. Vamos nos reencontrar com nosso potencial para mudar o que precisa ser mudado e preservar o que precisa ser preservado."

Ela disse que não se trata de uma saída pragmática, com olhos postos no calendário eleitoral. "Ainda que o calendário seja importante, ele é parte de uma trajetória, é um ponto em uma reta. Não cabe orientar nossa ação de eleição em eleição. Ele é parte, não é o todo."

"Nosso debate não pode ser 2014. Quando me perguntam: E aí 2014? Eu digo não sei, estou sendo sincera. Para mim a política é um processo vivo, nasce da relação entre os agentes políticos, não é fruto de engendramentos a priori, onde as pessoas ficam na cadeira cativa de candidatos, atitudes, tudo já direcionado para o próximo passo político. Também estou pensando qual é a melhor forma de contribuir para a construção do mundo que queremos."

Marina também falou sobre sua eventual candidatura em 2014. "Vou dizer a priori que não sou? Se digo que não sei, não posso dizer que não sou. Mas digo com certeza que esse projeto de uma nova forma de fazer política esteja tão forte e poderoso que tenha um candidato à altura. Se for outro que não eu, e espero que não seja, pode contar com o meu voto. Agora é a hora de ir mais fundo, a hora da verdade para nós e para a sociedade."

A ex-senadora destacou que os partidos continuam sendo importantes. "Sabemos de sua importância, de seu papel, mas não podemos fechar os olhos para seus desvios. Devemos exigir que saiam de suas velhas práticas e acordem para o presente. Espero que esse movimento possa ajudar nessa transformação. Quando me perguntam o que vou fazer com os 20 milhões de votos, eu dizia que os votos não são meus. Não é uma herança, é um legado."

Marina afirmou ainda que as políticas sociais e econômicas que estão dando certo "devem ser mantidas sem medo de dar crédito ao Fernando Henrique (Cardoso), Itamar (Franco), que já não está entre nós, ao ex-presidente Lula e à presidente Dilma".

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