Internacional

Sudão do Sul festeja a independência

Folhapress
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Juba - Após lutar por décadas contra a separação da porção sul do país, o governo do Sudão congratulou ontem o surgimento do Sudão do Sul, a nação mais recente do globo. O ditador Omar Bashir deu os parabéns pela independência do território agora vizinho. "Compartilhamos a felicidade e a celebração", afirmou aos sul-sudaneses, cuja vontade ele diz que "tem de ser respeitada, apesar de nossa crença de que a unidade do Sudão teria sido melhor".

Bashir perdeu quase três quartos das reservas de petróleo do país com a separação, mas aposta em construir laços econômicos com o Sudão do Sul, que não conta com infraestrutura autônoma para refinar o combustível.

Os EUA, que mantêm embargo ao Sudão desde 1997, saudaram "o nascimento de uma nova nação", em discurso do presidente Barack Obama. O país, porém, contrariou as expectativas de Cartum e não anunciou o fim das sanções.

O Brasil enviou um representante à cerimônia de independência, realizada em Juba, a Capital, e expressou, em nota, "confiança de que as partes possam superar suas diferenças e trabalhar rumo à estabilidade e à prosperidade na região".

Alcançar a prosperidade está entre as dificuldades da jovem nação, que tem a mais alta taxa de mortalidade mundial entre grávidas e recém-nascidos. Além dos EUA e do Brasil, estão entre as nações que reconheceram o novo país a China, o Reino Unido e a França.

A cerimônia começou com mais de uma hora de atraso, na presença de líderes internacionais e do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

James Wani Igga, líder da Assembleia Legislativa sul-sudanesa, leu a declaração de independência. "Resolvemos superar o passado e encarar o futuro com um sentido de propósito renovado."

Salva Kiir Mayardit, presidente do Sudão do Sul, ofereceu anistia a grupos armados que resistem ao governo.

Brados de aprovação receberam a bandeira do Sudão do Sul, e o novo hino nacional soou dos alto-falantes.

A ONU adotou anteontem uma resolução em que cria uma missão no Sudão do Sul incluindo 7 mil homens armados e 900 civis, com a tarefa de ajudar a nova nação a se estabelecer.

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