Toda ação supostamente determinada a subordinados requer a supervisão de seus superiores e preparo a quem se delega. Reportemo-nos um pouco fora do assunto, mas no que diz respeito a trabalho em jornadas externas, periódicas e com forte tensão.
Em alguns países da América do Norte, Europa e Ásia, brasileiros para lá se transferem em busca de melhores condições de vida para si e para os que aqui ficaram. As vezes até clandestinos, passam a trabalhar nestes países enviando mensal ou quinzenalmente o lucro para seus familiares.
Chegam a trabalhar até 14 horas por dia para isso conseguirem e não lhes causa nenhum dano (aparentemente) de saúde, pois na 1ª oportunidade para lá retornam. Sem sair muito longe, na região metropolitana de São Paulo, trabalhadores enfrentam uma maratona que começa as vezes às 4h da manhã para chegar ao trabalho e só retornam às 21h ou 22h, dependendo do trânsito, ficando assim ligados no trabalho durante 14h ou 15h de segunda a sexta-feira e sábado até as 12h.
Então por que policiais treinados física e psicologicamente escolhidos por seleção não podem exercer sua função que é dar mais segurança à população sendo educado ou atuando na prevenção do crime, aumentando o efetivo nas ruas e, assim sendo, imprimindo sua função maior. Ao contrário disso, policiais, para se manterem, usam do artifício de fazer "bicos" nos dias de folga e quando ocorre uma desinteligência não podem sequer "sacar" o revólver, pois não são amparados pela Lei.
Este projeto se tornaria inviável caso a Câmara de Deputados e o Senado tivessem aprovado as PECS 300 e 308, se tornaria um absurdo fazer "bicos" nas horas de folga.
Sergio Richard - professor de ciências