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Ex-assessor é o titular da conta que recebeu cheques da Câmara de Jaú

Da Redação
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Jaú ? O ex-assessor administrativo Edson Luiz Aleixo é o titular da conta bancária onde foram depositadas as quantias supostamente desviadas da Câmara de Jaú (47 quilômetros de Bauru). O banco Santander informou o Legislativo anteontem, após liminar concedida pelo juiz da 4ª Vara Cível do Fórum local, José Paulo Ruiz, que obrigou a instituição bancária a fornecer o nome do titular da conta onde foram feitos os depósitos de cheques da Câmara.

Aleixo foi demitido do cargo no final de maio deste ano quando foi descoberto o desvio de um cheque de R$ 12 mil. A nomeação dele ocorreu quando a Câmara foi presidida por Paulo de Tarso Nuñes Chiode (PV) no biênio 2009/2010, mas é ex-cunhado do atual presidente da Câmara, Carlos Alberto Lampião Bigliazzi Magon (PV). Os dois vereadores denunciaram o assessor na polícia após os primeiros indícios de desvio de cheques do Legislativo nominais à prefeitura.

A partir daí, com a abertura de um sindicância começaram a aparecer mais indícios de que o desfalque aos cofres público foi maior do inicialmente apurado. Há 22 depósitos para a mesma conta. O total de dinheiro desviado ainda está sendo apurado, mas os levantamentos preliminares estimam de R$ 150 mil a R$ 160 mil. Algumas quantias se referem à retenção na fonte de impostos.

O Legislativo teve que ajuizar ação cautelar de produção antecipada de provas para obter o nome do titular da conta devido a recusa do banco em fornecer o nome do titular da conta.

O diretor da Câmara e presidente da comissão de sindicância, Luiz Carlos Furlaneto, informou ontem que até a próxima semana deve concluir o relatório final, que será enviado à mesa diretora para entrar com ação de ressarcimento do dinheiro desviado contra o ex-servidor. "Todos os cheques desviados foram parar numa mesma conta, cujo titular é a mesma pessoa", informa Furlaneto.

O desvio só foi descoberto durante auditoria anual do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

A Polícia Civil também apura o caso, há indícios de falsificação de documentos e crime de peculato (servidor que utiliza a função para desvio de bens). Há guias emitidas pela Câmara e depositadas na prefeitura, mas o cheque não foi encontrado na conta da administração municipal. Magon também quer apuração na prefeitura, porque teria havido omissão.

A reportagem não conseguiu localizar o acusado ontem. Aleixo também não compareceu para prestar depoimento na comissão de sindicância da Câmara.

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