Depois de um breve hiato e da prisão de vários supostos "ciberativistas", dois grupos de hackers que reivindicaram a autoria de uma recente onda de vandalismo digital afirmaram estar de volta.
Uma nota foi divulgada conjuntamente na quinta-feira na internet pelos grupos Anonymous e Lulz Security, depois de autoridades dos EUA terem prendido nesta semana 16 pessoas suspeitas de envolvimentos com ataques, principalmente a ação do Anonymous para tentar bloquear o site PayPal, do eBay, em retaliação por sua decisão de parar de receber doações para a organização WikiLeaks.
"Não temos mais medo. Suas ameaças de nos prender não significam nada para nós, já que vocês não podem prender uma ideia", disseram os grupos na declaração, cuja origem não pôde ser confirmada de forma independente. Anteriormente, o Lulz Security havia insinuado que iria se dissolver.
Os grupos disseram que sua declaração foi uma reação a comentários feitos por Steven Chabinsky, da divisão cibernética do FBI, que afirmou à Rádio Pública Nacional dos EUA que era "inteiramente inaceitável violar sites e cometer atos ilegais."
Os grupos prometeram manter seus ataques aos governos, aos quais acusaram de mentir para os cidadãos e de gerar medo e terror por "desmantelar sua liberdade peça por peça."