Como é interessante quando o assunto é os Estados Unidos e seu endividamento, mesmo este sendo o equivalente ao Produto Interno Bruto (PIB) do país, sua avaliação de risco continua como sendo a maior avaliação possível dada pelas agências de rating como Aaa. Se fosse qualquer outro país do mundo, principalmente os do terceiro mundo, a nota de avaliação seria de Ba1, Ba2 ou Ba3 quando não dão a piores notas que são Caa1, Caa2 ou Caa3. E olha que não são só os americanos que estão nesta condição difícil não, temos a Europa que vive verdadeiro processo recessivo, onde a Grécia já foi para bancarrota e arrasta a Itália junto, mas não vejo o Fundo Monetário Internacional (FMI) se manifestando para que americanos e os europeus tomem medidas mais ortodoxas no seus planos de governo e cortem na carne os gastos públicos reduzindo, desta forma, seu endividamento. Se me lembro bem, quando da crise na econômica mundial de dois mil e oito, o implacável FMI dizia temer pela a capacidade do governo brasileiro de honrar sues compromissos e o presidente Lula não só demonstrou que o Brasil iria superar aquele momento como sairia forte daquele episódio (conforme carta a tribuna do leitor intitulada como "Surfando no tsunami", me manifestei dizendo que o Brasil na só estaria imune à crise, mas sairia fortalecido e muitos fizeram criticas a minha manifestação). Hoje não só superamos a crise como também o país é visto com outros olhos pelos investidores internacionais.
É claro que não se pode descuidar um segundo sequer ou tudo o que foi conquistado com o suor do povo brasileiro pode se perder, principalmente porque temos mais de US$ 220 bilhões de dólares investidos em títulos públicos nos Estados Unidos e se o parlamento americano e o governo do presidente Obama não che-garem um consenso na discussão do aumento do endividamento público, as economias mundiais irão direto para o buraco negro e nem nós brasileiros (com sua economia controlada) sobreviveremos.
Rubens R.R. de Souza