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Planalto reduz velocidade de execução de obras do PAC

Folhapress
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Brasília - A execução do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) perdeu velocidade nos seis primeiros meses deste ano. O governo federal anunciou ontem que foram executados R$ 86,4 bilhões entre janeiro e junho de 2011. Entre abril e outubro de 2010, data do último balanço apresentado, o governo havia executado R$ 95,7 bilhões, uma diferença de 10,8%.

Os dados estão no primeiro balanço do PAC 2, o primeiro apresentado no governo Dilma Rousseff, que, no governo Lula, ganhou o apelido de "mãe do PAC". A presidente não participa da apresentação do balanço, que é comandada pela ministra Miriam Belchior (Planejamento) e conta com a presença de outros 12 ministros.

Além da redução na velocidade de execução do programa, os R$ 86,4 bilhões executados no governo Dilma foram puxados, principalmente, por concessão de financiamento habitacional para pessoas físicas, que responde por R$ 35 bilhões da execução (40,5%).

Do orçamento de responsabilidade do governo, formado por receitas de impostos e da seguridade social, foram executados apenas R$ 9 bilhões. O setor privado contribuiu com R$ 13,4 bilhões.

O valor executado no primeiro semestre deste ano, isto é, valores efetivamente pagos a empreiteiras e fornecedores, representam 9% dos R$ 955 bilhões programados pelo governo até o fim de 2014.

Trem-bala


Na área de transportes, setor que passa por crise no governo, apenas quatro empreendimentos foram entregues no primeiro semestre, de acordo com o balanço apresentado: a pista e o pátio do aeroporto de São Gonçalo do Amarante (RN), o conector do aeroporto de Recife, a dragagem do canal interno do Porto de Suape (PE) e a ampliação dos molhes do Porto de Rio Grande (RS).

Não consta a conclusão de nenhuma obra rodoviária ou ferroviária, de controle direto do Ministério dos Transportes.

O trem-bala que ligará Rio e São Paulo, que ainda não foi sequer leiloado, aparece com o carimbo de andamento "adequado" no balanço do PAC. Segundo o relatório, está previsto a apresentação de um novo projeto de concessão do empreendimento até o fim de agosto -por isso, o carimbo de "adequado".

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