Internacional

Forças sírias retomam os ataques


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Damasco - Forças de segurança da Síria retomaram ontem ataques na cidade de Hama, no segundo dia consecutivo de repressão a protestos contra o governo de Bashar Assad.

Quatro pessoas teriam morrido em um bairro na região noroeste da cidade, segundo ativistas de direitos humanos.

Os ataques se seguem a um dos dias mais violentos desde o início dos protestos contra o governo em março. Segundo testemunhas e ativistas, ao menos 140 pessoas foram mortas no domingo por forças sírias, dezenas delas em Hama.

Tanques e tropas que tentaram assumir o controle de Hama anteontem se retiraram para a periferia da cidade durante a noite, mas começaram a avançar novamente na manhã de ontem, de acordo com Muir.

A campanha do governo de Assad para tentar sufocar os protestos na Síria deixam o governo sob fortíssima pressão internacional, com condenações vindas de todos os lados.

Árabes furiosos

Os árabes reagiram fortemente ontem à morte de dezenas de pessoas pelo Exército da Síria, na cidade síria de Hama, mas a maioria dos governos árabes se manteve em silêncio, aparentemente temendo o poder dos movimentos de protesto que se espalharam pela região este ano. "Não é mais possível entender o silêncio dos estados e organizações árabes e islâmicos diante dos massacres contra os sírios", escreveu o colunista saudita Hussein Shobokshi, no diário saudita panarábico Asharq al-Awsat.

Ativistas em defesa dos direitos humanos disseram que 80 civis foram mortos na investida militar de anteontem, apoiada por tanques, na cidade localizada no centro da Síria. O pai do presidente Bashar al-Assad, Hafez, coibiu em Hama, há 29 anos, uma revolta armada do grupo Irmandade Muçulmana, matando milhares de pessoas.


Obama

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, liderou a condenação do Ocidente ao ataque, mas praticamente não há desejo de intervir, como as potências ocidentais fizeram na Líbia, onde bombardeios da Otan em apoio aos rebeldes fracassaram e não conseguiram desalojar do poder o líder líbio, Muammar Gaddafi.

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