Jerusalém - Ruim com ele, pior sem ele. Após quatro meses de protestos e repressão na Síria, esse é o dilema por trás da relutância internacional em apoiar a saída do ditador Bashar Assad e uma intervenção, como na Líbia.
Num país marcado por divisões sectárias e sociais, é também o dilema que vive boa parte da população. Para muitos sírios, a alternativa ao regime é a guerra sectária.
O temor de um novo Iraque também guia a reação do Ocidente, que condena Assad sem insistir na sua saída, como fizeram com Hosni Mubarak no Egito e Muamar Gaddafi na Líbia. Rivais poderosos da Síria no mundo árabe, como a Arábia Saudita, mantêm o silêncio.
Com o país fechado a jornalistas estrangeiros, a principal fonte de informação são ativistas sírios que, em sua maioria, atuam do exílio.
Segundo eles, quase 2.000 civis foram mortos pelas forças de segurança e milhares presos foram presos.