São Paulo - A derrocada da Bolsa na semana passada varreu US$ 2 bilhões dos US$ 30 bilhões da fortuna pessoal do empresário Eike Batista, magnata dos projetos privados da infraestrutura brasileira.
Conhecidas como empresas X -OGX (petróleo), MMX (mineração), LLX (logística), MPX (energia ), OSX (estaleiros) e PORTX (portos)-, as subsidiárias de Eike Batista lideraram as perdas registradas nas últimas semanas com a fuga de investidores da Bolsa brasileira.
Analistas afirmam que ficou escasso o dinheiro disponível para aplicação em projetos de empresas que ainda não entraram em fase operacional - aquelas que não produzem nem têm receita. A OGX deve começar a extrair petróleo em outubro.
Para financiar a OSX, o empresário aceitou pagar juros de 4,25 pontos acima da taxa Libor de 12 anos, segundo a Bloomberg - inicialmente, pagaria 3,75 pontos.
Mercado
Desde março, com o agravamento da crise, as empresas X já perderam US$ 21,267 bilhões em valor de mercado.
O empresário tem dois terços (o equivalente a US$ 22 bilhões) dessas empresas, avaliadas na sexta-feira em US$ 33,340 bilhões.
Com o derretimento das ações, Batista pode ter deixado de ser o oitavo homem mais rico do mundo, segundo a revista "Forbes".
No Twitter, Eike Batista respondeu aos internautas que questionaram seu "empobrecimento" dizendo que "não perdeu nada".
"Não perdi nada! Não vendi? Hehe", escreveu em resposta a um questionamento.
"Temos US$ 10 bilhões em caixa! Estamos começando a gerar bilhões nas companhias...", afirmou.
"Funciono melhor em mares revoltos!", escreveu.