Parte dos vereadores comentou, na sessão legislativa de ontem, o descredenciamento da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) para realização do teste do pezinho. Alguns dos parlamentares lamentaram a medida, apontando prejuízos ao município e à entidade. Outros, porém, observaram que a existência do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN) dispõe de exigências que não seriam contempladas pela Apae na prestação do serviço.
O descredenciamento foi publicado na edição de 26 de julho do Diário Oficial da União (DOU). Segundo o Ministério da Saúde, o pedido teria partido da Secretaria do Estado da Saúde. Marcelo Borges (PSDB) tentou desvincular o debate das discussões partidárias, afirmando que quem faz o teste deve também atender as crianças. "Para isso é preciso de convênio com um hospital", pontuou. Na mesma linha, Roque Ferreira (PT) apontou que nem o órgão federal nem o estadual descredenciaria a Apae apenas por suposições.
Carlão do Gás (PR) foi quem tentou partidarizar a discussão. Moisés Rossi (PPS) e Fernando Mantovani (PSDB) foram os que defenderam com mais ênfase a importância da continuidade da realização do teste do pezinho em Bauru. O tucano contou que, no último domingo, uma reunião no escritório do deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) aprofundou o debate em busca de soluções para o caso.
No encontro ficou acertado que a Apae e o Centrinho-USP tentariam firmar um acordo para que atuassem juntos no caso. Uma das necessidades apontadas para que a entidade pudesse manter o serviço seria a presença de especialidades médicas específicas, como um médico molecular, o que poderia ser respaldado pelo hospital ligado à universidade. "Caso a Apae e o Centrinho consigam se resolver tecnicamente, o Pedro Tobias agiria no âmbito político", explicou Mantovani.