Internacional

Egito convoca embaixador israelense

Folhapress
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Cairo - O governo egípcio decidiu retirar seu embaixador em Israel e convocar o representante israelense no Cairo em protesto pelo ataque de uma aeronave israelense em uma região na fronteira entre os dois países, informou ontem a televisão egípcia.

Segundo a agência de notícias oficial "Mena", o Conselho de Ministros egípcios encarregou o titular de Relações Exteriores a convocar o embaixador israelense no Cairo após realizar uma reunião de urgência na noite da sexta-feira.

No comunicado oficial divulgado, o Egito condenou fortemente o ataque e exigiu que Israel apresente um pedido de desculpas oficial pelo episódio.

Além disso, pediu que seja realizada uma investigação oficial mista para determinar as causas do ataque, fixar as devidas responsabilidades e adotar as medidas legais com o fim de preservar os direitos das vítimas e feridos egípcios.

O governo egípcio transmitiu seus pêsames aos familiares das vítimas e reafirmou sua capacidade de proteger a fronteira e seu território na Península do Sinai, um assunto que havia despertado dúvidas entre as autoridades israelenses depois dos atentados registrados na quinta-feira no sul de Israel, perto da fronteira egípcia.

"A proteção das fronteiras egípcio-israelenses é responsabilidade de ambas as partes, não só do Egito", apontou a nota oficial.

Israel atacou anteontem militantes palestinos na faixa de Gaza, que reagiram disparando foguetes, após violentos confrontos na desértica fronteira com o Egito, o que provocou tensões entre Israel e os novos governantes no Cairo. O incidente foi qualificado como "um erro" pelas autoridades israelenses.

O Egito fez um protesto formal e exigiu que Israel investigue as mortes de três agentes seus que, segundo o Cairo, foram mortos por forças israelenses que perseguiam militantes culpados por emboscadas na quinta-feira. Ao todo, mais de 20 pessoas morreram.

Oito israelenses morreram no ataque ocorrido próximo à fronteira com o Egito, e pelo menos sete militantes também foram mortos depois de serem perseguidos pelas forças de Israel ao longo da permeável fronteira com o Egito.

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