REUTERS/Esam Al-Fetori |
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Muammar Gaddafi foi alvo de uma caçada humana nesta segunda-feira, enquanto seus últimos soldados ofereciam uma desesperada resistência na capital frente ao avanço das forças rebeldes, já reconhecidas pelas principais potências mundiais.
Dois dias depois das primeiras incursões rebeldes na capital, que se somavam a uma rebelião dentro da cidade, os tanques e franco-atiradores leis ao ditador líbio parecem dominar apenas pequenas áreas, inclusive o complexo governamental de Bab al Aziziya.
O paradeiro do próprio Gaddafi é desconhecido. Mohammad, o filho mais velho de Gaddafi, fugiu de sua residência em Trípoli após ter sido cercado por forças rebeldes. Os outros dois filhos de Gaddafi permanecem sob custódia.
Os civis, que no domingo saíram às ruas para celebrar o fim da ditadura, passaram a segunda-feira dentro de casa, assustados com as explosões e as rajadas de metralhadoras, num dos mais intensos combates da chamada "Primavera Árabe", uma onda de rebeliões que vem alterando o cenário político do Oriente Médio nos últimos meses.
O presidente dos EUA, Barack Obama, disse que o conflito ainda não terminou, mas que o regime de Gaddafi, iniciado há 42 anos, acabou. Ele conclamou Gaddafi a se render para encerrar o derramamento de sangue, após seis meses de uma guerra civil em que os rebeldes tiveram apoio militar decisivo da Otan.
"A revolução é de vocês", disse Obama, dirigindo-se ao povo líbio e oferecendo ajuda financeira, mas sem o envio de tropas. "A Líbia que vocês merecem está ao seu alcance", acrescentou, junto com um pedido aos rebeldes para que não acertem contas de forma sangrenta.
A Al Jazeera disse que três filhos de Gaddafi foram capturados, mas um deles - Mohammed - conseguiu fugir. Um quarto filho, o comandante militar Khamis, teria sido morto, e seu corpo teria sido achado junto com o do chefe de inteligência Abdullah al Senussi. A emissora árabe não identificou as fontes dessas informações.
Em seu último pronunciamento, num áudio transmitido no domingo, em tom desafiador, antes de a emissora estatal de TV sair do ar, Gaddafi disse que permaneceria em Trípoli "até o fim". Havia rumores de que ele buscaria refúgio em sua região natal, nos arredores da cidade de Sirte, ou no exterior. Faz dois meses que ele não é visto em público.
