Brasília - Apesar da queda na taxa média de juros no crédito às famílias em julho, duas linhas de financiamento apresentaram alta: o cheque especial e o consignado. A taxa de juros do cheques especial chegou a 188% ao ano, a maior desde abril de 1999, quando estava em 193,7% ao ano. No consignado, a alta foi pequena, de 27,7% para 27,9% ao ano.
Dados até 11 de agosto mostram aumento dos juros ao consumidor, para 46,4% ao ano. Para as empresas, houve queda, para 30,7% ao ano.
As concessões, que haviam recuado em julho, voltaram a subir neste início de mês (1,9%) em relação ao mesmo período do mês anterior. O movimento foi puxado pelas empresas (+6%), pois o crédito ao consumidor apresenta novo recuo, de 3,4%. O chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, disse que julho é sazonalmente um mês mais fraco para o crédito, mas que os números refletem também o impacto das medidas de restrição aos financiamentos e a desaceleração da economia.