Campinas - Com mais uma reviravolta na Prefeitura de Campinas (254 km de Bauru), a cidade viveu ontem outro capítulo de sua crise política. Após o presidente da Câmara Municipal, Pedro Serafim (PDT), ser quase empossado como o terceiro prefeito da cidade em menos de uma semana, a Justiça manteve Demétrio Vilagra (PT), que tomou posse como prefeito há apenas três dias.
O vaivém no cargo começou sábado, com o impeachment de Hélio de Oliveira Santos, o Dr. Hélio (PDT). A principal acusação contra ele era suposta omissão em um esquema de corrupção. O Ministério Público denunciou a mulher dele, Rosely Santos, sob acusação de chefiar o esquema. O casal nega as acusações.
O vice Vilagra tomou posse na terça-feira. Mas ele já havia sido denunciado pela Promotoria sob acusação de envolvimento no mesmo esquema. Ele também nega.
Anteontem, a Câmara abriu uma comissão para apurar ações de Vilagra, o que pode levar à sua cassação. Os vereadores decidiram ainda afastar temporariamente o petista até a conclusão das investigações, o que deve demorar 90 dias. Em seu lugar, tomaria posse hoje o presidente da Câmara, Pedro Serafim.
Ontem à tarde, Serafim chegou a anunciar, em entrevista à reportagem, suas primeiras ações como prefeito. A posse de Serafim já estava até marcada para a manhã de hoje. Menos de uma hora após a entrevista, o juiz Mauro Fukumoto, da 1.ª Vara de Fazenda Pública de Campinas, deu liminar a favor de Vilagra suspendendo a comissão processante e o afastamento aprovados pelos vereadores.