Trípoli - O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, vai pedir ao Conselho de Segurança que estude o envio de uma missão de paz à Líbia, diante de notícias de execuções em massa na "fase decisiva" dos conflitos entre rebeldes e forças do ditador Muammar Gaddafi.
Os rebeldes afirmam que conquistaram o controle total do aeroporto internacional de Trípoli, a capital líbia, e seus arredores, mas que soldados de Gaddafi ainda lançavam mísseis contra o local.
A região fronteiriça com a Tunísia também está sob domínio dos rebeldes, segundo eles, criando uma rota para chegada de suprimentos à Líbia, que sofre com a escassez gerada pelos conflitos.
A capital aguardava 32 barcos com ajuda humanitária para tentar restabelecer os serviços básicos interrompidos há alguns dias.
Os rebeldes dizem que controlam praticamente toda a capital, depois de conquistarem o sul da cidade e o município de Qasr bin Ghashir. "Trípoli está mais segura que Bagdá. Logo vocês ouvirão que a capital está limpa e estável", disse o ministro de Informação dos rebeldes, Mahmoud Shammam.
Em Sirte, cidade natal de Gaddafi e um dos últimos redutos do ditador, os combates seguem com a participação de ataques aéreos da Otan, a aliança militar do Ocidente, enquanto os rebeldes tentam negociar com a população a rendição de gaddafistas para evitar mais mortes.
A Otan também participa das operações de busca por Gaddafi, cujo paradeiro é desconhecido, apesar de rumores de que ele deixou o país.
Uma agência estatal de notícias egípcia disse que um comboio com seis carros blindados, possivelmente levando Gaddafi, havia saído da Líbia e ingressado na Argélia, que não reconhece o governo dos rebeldes.
O Ministério de Relações Exteriores argelino desmentiu "categoricamente" a notícia, que disse não ter fundamentos. Os rebeldes afirmam que não possuem informações concretas de onde Gaddafi está escondido. As vezes em que acreditaram ter cercado o ditador acabaram como alarmes falsos.