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Fumaça do Distrito 2 faz com que empresas dispensem funcionários

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 2 min

O incêndio de grandes proporções que atingiu três empresas no Distrito Industrial 2, em Bauru, na manhã do último domingo, continua trazendo problemas ao local. Como ainda existem vários pequenos focos de fogo, empresas precisaram dispensar os funcionários nos últimos dois dias por conta da fumaça. Segundo a Defesa Civil da cidade, a expectativa é de que, mesmo trabalhando intensamente, a fumaça só cesse no fim de semana.

Ismael Cardoso Patrício, que é proprietário de uma fábrica de caixas de papelão, localizada na quadra 2 da rua Maurita Vas Malmonge, quase em frente da empresa Reciclar - foco principal do incêndio -, reclama do prejuízo. "Tive que liberar ontem e hoje, por meio período, os meus 30 funcionários. Estimo que esteja tendo, por dia, um prejuízo de R$ 6 mil", conta o empresário, mostrando as instalações da fábrica vazias.

O mesmo ocorre com uma empresa de equipamentos de extração de óleo vegetal localizada ao lado da Reciclar, que precisou dispensar cerca de 20 funcionários. "Eles reclamam de tosse e problemas nas vias respiratórias. Além disso, os olhos ficam bastante irritados. Foi impossível mantê-los trabalhando nessas condições", relata o empresário Rodrigo Manzano.

Ontem, funcionários da Reciclar tentaram mais uma vez eliminar todos os focos de incêndio. Foram utilizados dois caminhões doados com capacidade de 30 mil litros de água. Entretanto, segundo o coordenador da Defesa Civil de Bauru, serão necessários, no mínimo, mais de 10 dias para normalizar a situação. "É um trabalho bastante demorado. É preciso que os caminhões revirem os entulhos e joguem água sobre eles. E que isso seja feito repetidamente. Então, é preciso muita água e muitos caminhões", aponta Brito.

No local, chegaram a reclamar da ausência do Corpo de Bombeiros na continuidade das ações. "Não é mais um trabalho para os bombeiros. O fogo já foi controlado e não há mais perigo de que se propague", completa Brito.

Ainda bastante abalado, o proprietário da Reciclar, Gilson Mollica Rojo, diz ainda não ter pensado o que fará para se "reerguer", afirmando que sua maior preocupação é normalizar a área. "Está atrapalhando todo mundo. Precisamos que nos ajudem. Solicitei uma pá-carregadeira para a prefeitura, entretanto, foi dito que a máquina não viria porque não estava sem óleo", reclama o empresário.

Por meio da assessoria de comunicação, a Secretaria Municipal de Obras explicou que recebeu solicitação de empréstimo de máquina. No entanto, afirma que não foi possível atender ao pedido por se tratar de empresa particular.

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