Regional

Polícia apura morte de bebê em Botucatu

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Botucatu ? A Polícia Civil está investigando a morte de um bebê, ainda na barriga da mãe, ocorrida no último final de semana, em Botucatu (100 quilômetros de Bauru). A jovem alega que houve erro por parte dos médicos da Maternidade do Hospital das Clinicas (HC) da Unesp e de que a unidade ignorou pedido do médico que fez seu pré-natal para que ela fosse submetida a cesárea. Segundo a família, foram sete horas de espera até que exames constataram a morte do bebê.

De acordo com boletim de ocorrência de suposta omissão de socorro registrado no sábado, por volta das 21h15, pela avó da criança, sua filha D.S.L. (apenas as iniciais foram divulgadas), de 21 anos, chegou ao HC por volta do meio-dia, sentindo fortes dores abdominais. A equipe que atendeu a gestante constatou que ela estava tendo contrações, porém, sem a dilatação necessária para realização do parto.

A avó do bebê revela que a filha foi orientada pelos médicos da unidade a caminhar pelos corredores do prédio para aguardar o aumento da dilatação. Antes, porém, a jovem teria sido submetida à exame para verificar os batimentos cardíacos do bebê, que estavam normais. Às 19h30, ainda sem dilatação, mas sentindo fortes dores na barriga, a gestante passou por novos exames, que diagnosticaram que a criança estava morta.

Em nota divulgada pela assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Saúde, a direção do HC informa que abriu apuração interna para investigar as causas da morte do bebê. Segundo o hospital, a jovem chegou à unidade em trabalho de parto, com quadro clínico evoluindo sem qualquer anormalidade. "Foram realizados exames complementares, que não mostraram alterações. Portanto, não havia indicação clínica de cesárea", afirma. O HC ressalta que o Ministério da Saúde e a Organização Mundial de Saúde preconizam o parto normal como primeira opção, sempre que houver esta possibilidade. "Em novo exame realizado às 19h30, apenas duas horas após o anterior, foi constatado óbito fetal e, após o parto, foi identificada "circular de cordão", ou seja, o cordão umbilical havia dado uma volta completa em torno do pescoço do bebê, o que pode estar associado ao óbito", diz. O hospital esclareceu que está à disposição da paciente e da família para esclarecimentos.

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