Tânia Morbi |
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Vítima do acidente na Rio Branco, com uma morte, Júnior lamenta: “Perdi um amigo”. |
A morte do jovem Gustavo Lambertini Rineri, de 23 anos, na madrugada de quarta-feira, envolvido em um acidente de trânsito na quadra 29 da rua Rio Branco, pela perda lamentável que produziu, gerou discussões sobre o perigo da relação entre velocidade no volante e as condições de tráfego nas ruas. A Polícia Científica esteve no local e ainda apura as causas do acidente. Mas o jovem José Adolfo Rosica Júnior, 23 anos, que estava no carro e permanece internado no Hospital de Base (HB), diz que o Gol ano 1985 trafegava em alta velocidade quando o motorista Lucas Aguirra, 20 anos, perdeu o controle ao passar por uma valeta próxima ao local se chocou contra uma loja.
A conclusão sobre o acidente no local, onde a velocidade máxima permitida para a via é de 30 km/h, só poderá ser definida por meio de laudo pericial. Contudo, especialistas ouvidos pela reportagem apontam que, mesmo que o motorista passe a cerca de 50 km/h pela canaleta da quadra 29 da Rio Branco, irá perder o controle do veículo.
A avaliação, extraoficial, aponta para o grande risco de acidentes no local se consideradas as condições do dispositivo de escoamento de água aliado a altas velocidades.
Ouvido pela reportagem do Jornal da Cidade, o médico Tabajara Trindade, 60 anos, primeiro a chegar ao local na madrugada de quarta-feira, relatou que tem presenciado outros acidentes causados pela mistura entre velocidade e a referida valeta. A reportagem do JC esteve na tarde de ontem em vários pontos da cidade e, em alguns locais, observou que pelo desgaste da via ou pelo acúmulo do material usado no recapeamento das ruas, existem modificações em muitas canaletas implantadas para o escoamento de água pluvial, fazendo com que os carros sofram atritos ao passarem por esses dispositivos - mesmo em baixa velocidade. Em muitas delas, há marcas profundas no asfalto.
Relatos
A comerciante Márcia Rossi diz que ouve constantemente freadas bruscas na esquina de sua loja, entre as ruas Antônio dos Reis e Manoel Bento Cruz. “Quem desce (pela rua) não para onde tem que parar, e quem passa pela canaleta que não deveria parar, tem que parar por causa dela. Já teve batidas aqui, mas nada grave”, contou.
Já o motociclista Rafael Bueno Felipe, 23 anos, conta que fazia entregas para uma empresa próxima à esquina das ruas Antônio dos Reis e Irmã Arminda, onde existe uma canaleta mais profunda, e sempre encontrou dificuldades para passar pelo local. “Se eu não diminuísse, corria o risco de perder o controle e cair. Eu sempre venho aqui em uma lanchonete e vejo que, mesmo devagar, dependendo do carro bate a lataria.” Ate a tarde de ontem, Lucas Aguirra, que dirigia o carro no momento do acidente, havia deixado a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base (HB), mas permanecia internado. José Adolfo e a jovem de 16 anos também permaneciam no hospital. Gustavo Motta teve apenas ferimentos leves.
Emdurb
Através de sua assessoria de imprensa, a Emdurb afirmou ontem que o acidente ocorrido na quadra 29 da rua Rio Branco na madrugada de anteontem foi o primeiro registrado naquele local este ano, e que em 2010 houve apenas dois acidentes, mas sem vítimas.
Sobre ações de educação no trânsito, a assessoria informou que são priorizadas as ações junto a escolas do município.
Levantamento feito pelo Jornal da Cidade no ano passado apontou que havia cerca de 500 lombadas irregulares em Bauru. A Emdurb confirmou o número e informou que, atualmente, cerca de 450 permanecem irregulares.
Veja esta notícia na íntegra na edição desta sexta-feira (09) do JC.
