Internacional

Em luto, EUA relembram o 11 de Setembro


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Nova York - Crianças expressavam tristeza por familiares perdidos, enquanto homens e mulheres adultos choravam sobre a pedra memorial com os nomes dos quase 3 mil mortos no dia em que os Estados Unidos marcam o décimo aniversário dos ataques de 11 de Setembro ontem.

O nome de cada pessoa morta em todos os ataques com aviões sequestrados foi lido na cerimônia que durou horas e emocionou a todos.

"Que a sua alma possa finalmente descansar em paz. O seu filho Nathan e eu, com o passar dos anos, estamos cada vez mais fortes. Adeus, meu querido amigo, meu professor e meu herói", disse Candy Glazer na cerimônia do Marco Zero, local onde ficavam as Torres Gêmeas.

O marido de Candy, Edmund Glazer, ligou animado para a sua mulher no dia 11 de setembro, falando da primeira classe do voo 11 de Boston, pouco antes de morrer quando o avião bateu na torre norte do World Trade Center - o primeiro de uma série de eventos terríveis que aconteceram naquela manhã de terça-feira.

Milhares de pessoas se juntaram na ensolarada manhã de domingo, em luto, onde, um dia, erguiam-se as torres do World Trade Center. A segurança foi reforçada e não havia tráfego de veículos no lugar em que, há uma década, os dois arranha-céus de 110 andares desabaram após serem atingidos por aviões sequestrados, causando uma nuvem de poeira no sul de Manhattan.

A cerimônia - que teve gaita de foles, vozes de jovens cantando o Hino Nacional e bombeiros segurando uma bandeira norte-americana surrada que foi retirada do local dos ataques - provocou lágrimas.

Houve cerimônias menores também em Shanksville, Pensilvânia, e no Pentágono, os outros locais atingidos pelos aviões sequestrados por 19 homens do grupo militante islâmico Al Qaeda.

Membros das famílias das vítimas vestiram camisetas com os rostos dos mortos, levaram fotos, flores e bandeiras em um momento de emoção. Pela primeira vez, parentes viram o memorial e tocaram os nomes dos entes queridos gravados ali. Alguns deixaram flores, ursinhos de pelúcia. Alguns usaram lápis para raspar os nomes em papel, outros tiraram fotografias.

Muitos choraram quando os nomes de seus parentes foram proferidos - pais, mães, irmãs, irmãos e filhos, chocados com emoção devido à perda pessoal. "Eu não paro de sentir saudades do meu pai. Ele era demais", disse Peter Negron, que era uma criança quando seu pai, Pete, foi morto em uma das torres. "Eu gostaria que meu pai estivesse aqui para me ensinar a dirigir, como convidar uma garota para sair e para ver eu me formar no colégio e uma centena de outras coisas que não consigo nem começar a nomear."

Os ataques de 11 de setembro de 2001 vitimaram pessoas oriundas de mais de 90 países. Eles foram seguidos por ataques à bomba da Al Qaeda em Londres, em Madri e em outras partes mundo, desencadeando uma campanha internacional para prender os membros da organização.

Os ataques de 2001 são, agora, tão parte da vida norte-americana que foram incluídos no currículo escolar. Este foi o primeiro aniversário que teve a participação do presidente dos EUA.

No Pentágono, o vice-presidente Joe Biden disse: "A Al Qaeda e o Bin Laden nunca imaginariam que as três mil pessoas que perderam as suas vidas naquele dia inspirariam 3 milhões a vestirem um uniforme e aumentariam a determinação de 300 milhões de norte-americanos."

Em maio, quase uma década depois do 11 de setembro, tropas de elite dos EUA mataram o líder da Al Qaeda e o mentor dos ataques, Osama bin Laden, no Paquistão.

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