Malavolta Jr. |
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Em assembleia na tarde de ontem, trabalhadores dos Correios decidiram manter paralisação |
Em apenas dois dias de greve dos funcionários por reajuste salarial, os Correios em Bauru já atrasaram a entrega de aproximadamente 160 mil cartas e encomendas. São objetos que deveriam ser distribuídos dentro da cidade ou partirem do município para outras localidades, mas que continuam represadas em um dos três centros de distribuição da empresa.
Juntas, conforme apurou o JC, estas unidades são responsáveis por receber, triar e distribuir cerca de 90 mil cartas e encomendas ao dia. Como a adesão à greve alcançou índice de 90% entre funcionários do setor operacional, conforme levantamento do sindicato da categoria, a estimativa é de a mesma porcentagem sobre um total de 180 mil objetos não tenha sido encaminhada nos dois primeiros dias de paralisação.
No setor operacional, em Bauru, trabalham cerca de 400 profissionais - entre carteiros, agentes de triagem e motoristas – indispensáveis para dar destino aos objetos. Destes, 90% teriam aderido ao movimento, mas a assessoria de imprensa dos Correios afirma que este número não passa de 14%.
Mesmo assim, a autarquia decidiu suspender os serviços Sedex e Disque-Coleta, que contam com prazo exíguo para serem efetuados. “E as demais encomendas e cartas, incluindo contas, boletos e faturas, estão sendo entregues aos poucos, com 10% da capacidade”, revela o presidente do Sindicato dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e Similares de Bauru e Região (Sindecteb), José Aparecido Gimenes Gandara.
“Por isso, a recomendação é para que a população evite fazer postagens, porque as chances de chegar com atraso são grandes”, completa. De acordo com ele, a área mais afetada da cidade é a região central, para onde se destina o maior volume de cartas e encomendas. Os Correios, por sua vez, não informam o volume oficial de entregas não efetuadas e considera apenas a “possibilidade” de atrasos devido à greve.
A autarquia também não informou se pretende contratar pessoal terceirizado para cumprir as tarefas que deixaram de ser executadas, mas o JC apurou que esta medida ainda não foi tomada em Bauru. Conforme a assessoria de imprensa da autarquia, até o momento estão sendo providenciadas apenas a realocação de empregados e realização de horas-extras para minimizar os prejuízos à população.
Veja essa notícia na íntegra na edição impressa desta sexta-feira (16) do JC.
