Internacional

Obama anuncia cortes e desafia oposição

Folhapress
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Washington - Cortes de gastos de guerra e uma reforma tributária que visa equalizar as alíquotas da classe média e dos mais ricos são a base da proposta do presidente Barack Obama para enxugar US$ 4,4 trilhões do deficit americano, apresentada ontem após semanas de embate político.

Criticado em sua base por ceder demais à oposição, Obama marcou posição pela primeira vez no atual impasse: não vai subir impostos, mas vai aumentar a arrecadação com o fim de isenções e deduções especiais para quem tem renda maior. "Isso não é guerra de classes. É matemática", disse ele na Casa Branca, abrindo frente na guerra retórica criada em torno da necessidade de frear o deficit público.

O plano, encaminhado à supercomissão do Congresso que apresentará um pacote de ajustes fiscais em novembro, pede "equilíbrio".

Do total do pacote, US$ 1,2 trilhão vem de cortes aprovados no mês passado. Outro US$ 1,1 trilhão deverá deixar de ser gasto com o fim das guerras do Afeganistão e do Iraque, estima Obama.

Segundo a Casa Branca, a proposta, se aprovada, reduziria o deficit para 2,3% do PIB em dez anos (a projeção atual é que em 2021 ele chegue a 5,5% do PIB).

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