São Caetano do Sul ? Alunos da escola municipal Alcina Dantas Feijão, em São Caetano do Sul (Grande São Paulo), onde David Mota Nogueira, 10 anos, atirou contra a professora Rosileide Queiros de Oliveira, 38 anos, e se matou em seguida, relataram momentos de pânico.
O estudante I.J.,12 anos, que cursa o 7.º ano na escola, conta que acabava de voltar do intervalo quando tudo aconteceu. Ele estuda na sala ao lado da sala em que o aluno do 4.º ano disparou contra a professora. Ele diz que o colega esperou a professora chegar, atirou nela, depois saiu da sala e atirou contra a própria cabeça.
I.J. e seus colegas ouviram dois disparos, e, em seguida, um outro aluno invadiu a sala em que estavam e começou a gritar "Tiro! Tiro!". "Foi um pânico geral, uma gritaria, correria. Todo mundo saiu da sala e desceu para o pátio", disse. Segundo seu relato, o ambiente da escola foi tomado por professoras e alunos chorando após todos perceberem o que havia acontecido.
Após barulho de dois tiros, um clima de tensão tomou conta do colégio. Alunos e professores deixaram as salas de aula e correram para a rua, muitos choravam.
Ele conta que funcionários da escola orientaram os alunos a ligarem para os pais com seus celulares para avisar que estavam bem e pedir que fossem buscá-los. As aulas foram suspensas.
"Brincadeira"
"Um amigo entrou falando: tiro, tiro. Todo mundo achou que fosse brincadeira", relata um estudante do 6.º ano.
Naquele momento, um aluno do 4.º ano havia disparado contra a professora Rosileide Queiros de Oliveira, 38 anos, dentro da sala de aula, às 15h50. Em seguida o garoto saiu e disparou nele próprio, na cabeça. "Depois, todos descemos. Achamos que era briga. De repente, apareceu uma ambulância. Eu e meus amigos fomos para o estacionamento. Ouvimos boatos que tinha traficante", relata o estudante da 6.ª série.