Um juiz da Colômbia determinou nesta sexta-feira (23) a prisão do prefeito afastado de Bogotá por acusações de corrupção, o que praticamente põe fim a sua carreira política e deixa a esquerda numa má posição a um mês das eleições locais e regionais de outubro.
O prefeito Samuel Moreno, membro do partido Polo Democrático Alternativo -o único opositor do governo central-, não exerce suas funções desde maio, quando a Procuradoria Geral o suspendeu em meio a uma investigação por irregularidades em contratos para a execução de obras em Bogotá.
A Promotoria Geral o acusou de ter cometido delitos de interesses indevidos na celebração de contratos, peculato por apropriação a favor de terceiros, entre outros crimes dentro do processo chamado "carrossel da contratação".
O juiz Jorge Polidoro Bernal alegou que em liberdade o prefeito poderia obstruir a investigação. Moreno, de 51 anos, que antes de ser prefeito foi senador, pode ser condenado a até 15 anos de prisão, de acordo com as leis colombianas.
Pelo mesmo caso, o irmão do prefeito afastado, o ex-senador do Polo Democrático Iván Moreno, está detido.