Polícia

Idosa cai no golpe do uniforme

Tânia Morbi
| Tempo de leitura: 2 min

Uma idosa foi vítima de uma tentativa de roubo, dentro de sua residência, depois que dois ladrões se identificaram como sendo funcionários da CPFL Paulista. O crime foi cometido por volta das 18 horas da última sexta-feira, na Vila Santa Clara.

Segundo o registro policial, a vítima Maria Isabel Dell Agnolo, de 63 anos, foi surpreendida quando estava sozinha em casa por dois homens que disseram ser funcionários da companhia de distribuição de energia. A alegação é de que fariam uma inspeção no relógio medidor de consumo de energia. Os ladrões chegaram a pedir para que a idosa ligasse e desligasse por várias vezes os aparelhos eletrônicos da residência.

Em determinado momento, segundo relatou a vítima à polícia, um deles a empurrou e, depois de cair, o outro ladrão passou a amarrar suas mãos com fita crepe. Nesse momento, por sorte, um amigo chamou pela vítima no portão da residência, o que fez com que os ladrões se assustassem.

Maria Isabel passou a gritar por socorro, afirmando que estava sendo roubada. Os agressores então saíram correndo e chegaram a passar próximos do amigo da vítima, que tentou detê-los, mas também acabou sendo derrubado.

Na fuga, a dupla deixou no local uma mochila, que tinha em seu interior um cortador de unhas, máquina de cartão magnético, canivete, molho de chaves, ferramentas, cola, carregador de celular e fita adesiva, que foi usada para prender a idosa.

Embora não conseguisse descrever em detalhes os agressores, a vítima confirmou à polícia que ambos usavam uniformes semelhantes aos de funcionários da CPFL.

Segundo a assessoria da CPFL Paulista, a orientação é para que os consumidores sempre peçam a identificação funcional das pessoas que se apresentam nas residências como sendo funcionários da empresa.

O documento utilizado pela CPFL possui fotografia e dados do funcionário. Em caso de dúvida, ainda segundo a assessoria, o usuário deve ligar no 0800-101010 e checar o nome do suposto funcionário. Caso não seja comprovado que ele trabalhe na companhia, a orientação é para que entre em contato com a polícia. 

A assessoria também orientou que inspeções no relógio medidor de consumo de energia são agendadas e, portanto, o usuário não deve atender pessoas que aparecem nas casas a qualquer momento.

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