O diretório estadual do PSB demonstrou que a pressa é inimiga da perfeição. A alegada dissolução da Comissão Provisória a partir da virtual renúncia da maioria de seus membros não deverá resolver o impasse do partido no município, pois, do ponto de vista estritamente jurídico, o secretário do partido no Estado, que determinou o cancelamento do Congresso Municipal, não considerou que Romualdo era uma espécie de interventor nomeado pela própria direção estadual. Portanto, nem Provisória havia por aqui.
Para impedir a realização do Congresso do último domingo, como desejava o diretório estadual, o caminho seria acabar com a intervenção e não considerar autodissolvida a comissão que, legalmente, não existia. Além disso, muitos do reclamantes sequer eram mais filiados da legenda. O grupo de Romualdo conseguiu uma liminar judicial para realizar o Congresso Municipal do PSB, que elegeu o diretório municipal e sua executiva, liderada por José Milagre, membro da ala jovem do partido. Romualdo está entre os oito membros da executiva, junto com o ex-vereador Toninho Garmes. "A situação deverá ser resolvida agora a partir de conversas políticas, não apenas pelo caminho judicial", pontuou Pedro Romualdo, ontem à tarde.
Já o vereador Paulo Eduardo de Souza (PSB) disse ontem que ainda aguarda posicionamento do diretório estadual. Ele foi indicado para presidir a comissão provisória em Bauru e não participou do Congresso. "Se eu fosse ao congresso, consideraria que era legítimo", justificou. Apesar disso, por força do estatuto o parlamentar é um dos 8 membros da nova executiva, pelo fato de ter mandato. "Isso é automático", explicou Romualdo.