"Um carro se movimenta a 20 km/h. Quanto ele terá percorrido em duas horas?". A pergunta acima foi feita na prova de Física do meu filho, aluno do 9º ano de uma renomada escola particular de Bauru. E era para ser respondida em múltipla escolha!! Indago-me: a professora queria ver se algum aluno tinha retardo mental ou, realmente, está de sacanagem com meu dinheiro? Sem mérito algum, meu filho acertou a resposta, mas vários erraram! Se ele não é um idiota, acho que eu sou, pois deveria ir lá exigir que se aplicassem questões menos medíocres e realmente testassem o conhecimento profundo da matéria.
Os pais que suam para pagar uma escola melhor para seus filhos silenciam-se de forma criminosa. Penitencio-me. Sou um deles. Não adianta eu exigir que meus fi-lhos estudem com afinco porque o sistema está falido. As escolas não ensinam adequadamente, os professores não tem ação enérgica e os alunos não querem aprender. Meu outro filho, na mesma escola, disse que quando a professora anunciou que seriam 3 capítulos para a prova, a chiadeira foi geral e a matéria foi reduzida.
Quando isso poderia ter ocorrido num sistema sério? Que poder é este que deram para os pirralhos?! Onde foi parar a autoridade do professor?
Na mesma série, trinta anos atrás, eu tinha pânico de tirar notas baixas, medo de professores bravos e pavor de parar na diretoria. E, acreditem: isso servia de estímulo para estudarmos com afinco. Claro que só pode ter sido uma graça divina eu não ficar traumatizado, humilhado e não sofrer danos psicológicos que me levassem a matar coleguinhas em sala de aula. Não sei como pude ter sobrevivido são a tudo isso?!
Essa decadência vem da era Lula. A tônica trazida pelo petismo, calcando o sistema de ensino sobre teorias desmioladas de seus "intelectuais", transforma nosso país numa pátria de idiotas (dizem que o autoritarismo é coisa de ditadura). Mesmo amargando resultados pífios há mais de 10 anos nos testes internacionais, continuamos na retaguarda do conhecimento e o governo, cada vez mais, facilita à burrice. O sindicalismo pelego defende "melhores salários" aos professores, mas estes dariam ótimas aulas mesmo com baixos salários. O professor sempre foi um altruísta romântico. Ele apenas acreditava no saber e ver um aluno tirar notas altas era sua maior recompensa.
Hoje, ao contrário, ele tem que pedir licença para "ensinar" e pedir desculpas se o aluno for mal. Devolvam a autoridade ao professor e cassem o poder dessa juventude, inclusive com o retorno da reprovação incondicional e das punições exemplares em sala de aula. Sem isso, continuaremos a dar um viva à "inguinorânça"! Um viva à herança do Lulismo.
Ivan Garcia Goffi