As regras de trânsito vigentes são claras e valem em todo o território nacional. Não importa o número de habitantes, de ruas e a movimentação de veículos. Os equipamentos, obrigatórios para cada tipo de veículo, têm por finalidade dar segurança aos condutores.
Porém, em cidades pequenas, geralmente a população age como se as regras previstas no Código Brasileiro de Trânsito não valessem para elas. Costumam pensar que pequenos trajetos é sinônimo de imunidade aos acidentes e negligenciam o uso de cinto de segurança ou usam o capacete de forma inadequada, transformando o equipamento em ‘arma’. Vale ressaltar, por exemplo, que quando o cinto jugular não está devidamente ajustado, podem causar até enforcamento.
A viseira do capacete levantada por causa do calor é outra infração comum, o que demonstra a despreocupação com segurança por parte dos motociclistas. Ela é responsável por proteger o rosto do condutor contra a invasão de insetos que, na sequência, pode provocar acidentes.
A embriaguez ao volante é outra infração bastante cometida, especialmente em comunidades formadas por trabalhadores rurais, que costumam tomar uma ‘birita’ após o período de trabalho. A facilidade em adquirir um veículo motorizado é um item que não pode ser descartado e que coopera para que o trânsito nas pequenas cidades se torne perigoso.
Em Pirajuí (58 quilômetros de Bauru) uma observação feita pelo comandante do 4o Batalhão de Polícia Militar, tenente-coronel Nelson Garcia Filho, constatou que 100% das motos que transitaram pela praça principal nos 15 minutos em que ele ficou no local apresentavam algum tipo de irregularidade. Dentre elas, o condutor usava o capacete de forma irregular. Já os motoristas, dispensavam o uso do cinto de segurança, infrações previstas no CNT com previsão de penalidades.
Em Agudos (13 quilômetros de Bauru), moradores usam o som além do permitido porque acham que podem ouvir música na altura que desejam sem se importar com aquele que quer tranquilidade. O problema ganhou tanta dimensão que a prefeitura adquiriu um aparelho de medição de som e doou para a Polícia Militar, que agora pode autuar os infratores. O equipamento demorou mais de um ano para ser usado por questões burocráticas. Há pouco mais de uma semana é que a PM conseguiu medir o som e autuar o primeiro infrator.
Em Piratininga (13 quilômetros de Bauru), as fiscalizações de veículos e consequente aplicação de autuações foi parar na Câmara e rendeu uma reunião com o comando da PM. Um vereador foi autuado por estar com a documentação vencida. Alegou que não houve bom-senso na abordagem, mas após reunião com oficiais da PM a situação foi resolvida.