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Colisão pode ter impacto de uma tonelada sem cinto de segurança


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Um veículo que transita a 60 km/h  conduzido por uma pessoa de 60 quilos sofre um impacto frontal. O motorista sem cinto de segurança é arremessado a um peso de uma tonelada. “Imagine o estrago que vai ser feito. A intenção do cinto de segurança é preservar a  vida. As montadoras têm trabalhado muito isso. Infelizmente, as pessoas não têm essa visão sobre os equipamentos de segurança. Elas acham que nunca vai acontecer com elas. O airbag não elimina o uso do cinto”, comenta o comandante da 4a Cia PM, capitão Jorge Luís Dias.

Para ele, uma das maiores dificuldades é fazer com que as pessoas se conscientizem da importância dos equipamentos, especialmente os passageiros de um veículo. “O uso de cinto de segurança é obrigatório para todos os passageiros, porque uma pessoa sentada no banco traseiro pode até matar aqueles que ocupam os bancos dianteiros, no caso de uma colisão frontal, por exemplo.”

O capitão Jorge Luís classifica como uma das grandes dificuldades da legislação  fazer com que as demais pessoas que ocupam o carro utilizem o cinto também. “A maioria das pessoas acham que o cinto  é só para quem está sentado na frente, mesmo em pequenas distâncias.”

Na opinião do capitão, grande parte da população brasileira ainda usa o cinto para não ser multada. “Por medo de ser flagrado pela polícia, esse não seria o espírito da legislação. No caso de crianças, até 1 ano, é obrigatório o uso do bebê conforto, até quatro, cadeirinha e de 4 a 10 anos, o assento elevado. Os três são imprescindíveis para preservar a vida da criança. Não basta prender a cadeirinha ao cinto, tem que usar o cinto da cadeirinha também, caso contrário o uso se torna ineficiente.”

O grande problema das cidades de pequeno porte, de acordo com o capitão, é  que os moradores têm a ideia de que nunca acontece acidentes por ali porque são percursos curtos. “Uma boa parte dos acidentes acontecem a menos de 15 quilômetros da residência das pessoas. Quando elas relaxam. Imediações de onde ela mora, quando ela vai à padaria, banco.”

 

Banco traseiro

 

Sem cinto de segurança, a chance dos ocupantes serem arremessados para fora do veículo aumentam. “Existem vários casos de  pessoas que sentam no banco traseiro, sem cinto e ainda ficam no vão entre os bancos. Numa colisão elas são arremessadas para fora ou sofrem traumas muito mais graves do que se estivessem usando o equipamento. Andar sem cinto de segurança é infração grave. É importante lembrar que se o passageiro estiver sem cinto a multa é na habilitação do condutor.”

Sobre o uso do capacete, o capitão enfatiza que a  cinta jugular ajustada é primordial para que o equipamento cumpra sua função. “Quando o policial  chega ao local do acidente e vê o capacete longe, percebe que o condutor não usava o equipamento de forma correta. Ao invés do capacete bater ao solo vai à cabeça. O correto é ajustar a cinta jugular e colocar o dedo entre o pescoço e a cinta, este é o espaço ideal. A cinta não pode ficar solta”, ensina.

O prazo de validade do capacete deve ser observado pelos motociclistas, alerta Jorge Luís Dias. “O capacete tem prazo de validade, cerca de cinco anos, mas se o motociclista bateu e o equipamento apresentar trincos é hora de trocar. O selo do Imetro garante as normas exigidas.” 

Transitar de moto com capacete mas com a viseira levantada pode causar acidente. “Não pode ser substituído por óculos de sol ou de grau. Existe um óculos de segurança que substitui na proteção dos olhos. Não usar o equipamento ou utilizá-lo de forma irregular cabe autuação gravíssima com o agravante  da suspensão da CNH, a pena inicial é de um a seis meses.”

Animal solto dentro do veículo pode dar multa ao motorista. “Não podem (os animais) ficarem soltos dentro do veículo. Tira a atenção do condutor”, afirma o capitão Jorge Luís.  


 

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