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Chuva não resolve racionamento de água

Vinícius Lousada
| Tempo de leitura: 3 min

O volume expressivo de chuva do final de semana garantiu um alívio, mas não resolveu o problema de falta de água em razão do baixo nível do rio Batalha, responsável pelo abastecimento de 40% da cidade. O racionamento de água em vários bairros, através de manobras operacionais executadas pelo DAE, permanece, em função do consumo acima da produção de água em algumas localidades.

A chuva começou em forma de pancada na noite de sábado e permaneceu de forma insistente ao longo de períodos do domingo. O resultado foi o aumento de 6 centímetros na medição realizada na lagoa de captação do Departamento de Água e Esgoto (DAE). Mas o nível da água continua 48 centímetros abaixo do ideal.

Desde a semana passada, o JC acompanha o problema enfrentado por diversos bauruenses que se depararam com suas torneiras vazias. Em função disso, o DAE repetiu a adoção de esquema operacional de racionamento, com o objetivo de evitar que uma região ficasse completamente desabastecida, reconhecendo a falta de capacidade para atender de forma completa os 340 mil habitantes.

O tempo chuvoso e a diminuição do calor, em função da presença de nuvens, ajudou também na redução do consumo de água, possibilitando a recuperação parcial, pontual, dos reservatórios do DAE, que depende, porém, da manutenção dessa tendência para que o problema não volte a se agravar.

Isso porque o nível da lagoa de captação do Batalha, por exemplo, subiu seis centímetros, mas ainda está muito abaixo do ideal. Quando a capacidade de abastecimento está normal, o nível do Batalha é de 2,60 metros, segundo a autarquia. Às 13h de ontem, a medição apontava em 2,12 metros, contra 2,06 metros antes da chuva. Na terça-feira, porém, quando a falta de água em vários bairros já era um problema, o nível da água alcançava 2,21 metros.

Segundo a assessoria de imprensa do DAE, até a tarde de ontem, a produção de água pela Estação de Tratamento de Água (ETA) estava em níveis normais, com vazão de 550 litros por segundo. Além disso, a autarquia informou que os 26 poços de Bauru também operavam normalmente.

Quando o nível do Batalha cai a patamares que exigem precaução, os técnicos são obrigados a reduzir a vazão, o que significa captar menos água, e consequentemente, menor capacidade de abastecimento para o mesmo número de consumidores.

Problema estrutural


Apesar da escassez de chuva das últimas semanas, o problema com a falta de água não atinge apenas os munícipes abastecidos pelo rio Batalha. O DAE reconhece a demanda por mais sete poços de produção profunda, o que afeta bauruenses de todos os cantos da cidade. As reclamações vêm de moradores da Vila Dutra, Vila Cardia, Jardim Higienópolis, Beija-Flor, Altos da Cidade, Vila Souto, Bauru 16, Parque Real, entre outros.

Até o final desse ano, a autarquia promete mais dois poços em funcionamento, localizados na Vila Cardia e no Marabá. Por outro lado, na semana passada, a licitação para perfuração de um poço no Bauru 16 foi suspensa em razão do pedido de impugnação do edital por uma das empresas concorrentes, que pontua problemas técnicos.

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Previsão da semana


O tempo predominantemente chuvoso não deve permanecer ao longo da semana, segundo previsão do Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) da Unesp de Bauru. A expectativa é de que o tempo quente prevaleça, com possibilidade de chuvas isoladas, provocadas pelas altas temperaturas.

Entre a noite de sábado e a tarde de domingo, o volume de chuva chegou a 35,8 milímetros. O número é expressivo e não era atingido desde o dia 20 de agosto. Por conta disso, as temperaturas também estiveram abaixo do normal para a época, com mínima de 18,4 graus e máxima de 25,6. A umidade ficou em 95%.

O DAE reforça aos consumidores do município que economizem água, evitando, por exemplo, lavagem de calçadas e quintais neste período.

A autarquia orienta também para que sejam revistas as caixas d?água dos imóveis de acordo com as suas necessidades, na proporção mínima de 500 litros por dormitório, visando suportar períodos de interrupção no fornecimento de água devido a manobras e manutenções no sistema.

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