Lamentável a situação que vivi sabado passado, no estádio Alfredo de Castilho. Estando em Bauru e noroestino como sou, aproveitei o convite de um parente que é socio em um dos camarotes do estádio e, junto com meu filho, genro e irmão, estivemos assistindo à partida entre o Esporte Clube Noroeste e o Paulista de Jundiaí, aliás, que futebol horrível! Mas o pior estava por vir, quando terminou o jogo. Na saída fomos surpreendido por uma movimentação na parte de trás do estádio, onde observei o treinador, sr. Saran, visivelmente alterado, dirigindo palavras ofensivas em nossa direção.
Por alguns instantes achei que a revolta não era com a gente, aproximando-me mais dos fatos pude certificar que o alvo éramos nós mesmos. Aproveito para dizer que o senhor treinador fica muito bravo quando está junto de alguns seguranças, mas no dia seguinte li no Jornal da Cidade que ele tomou tal atitude porque teve sua família ofendida. Afirmo que durante o período em que estive no camarote assistindo à partida não ouvi nada de ofensivo à família de ninguém, apenas fora feito questionamento ao comportamento do time e o procedimento do técnico, pois no nosso entender e na maioria da torcida e imprensa o time estava mal e precisa de alterações.
Agora foi colocado para nós que naquele local não pode criticar o time e muito menos o técnico, pois isto pode tirar a concentração dele. Não sei por que esta censura, já que aquele local é comprado pelo torcedor e empresário e pago um valor alto, e quem paga tem direito de reclamar. Para evitar isso a administração do clube deveria vendê-los somentes a deficientes visuais, assim ficariam livres de críticas. Aproveitando, chamar aquilo de camarote é brincadeira, pois nem banco para sentar tem, mas isto é um assunto para outra oportunidade. Surpreendeu muito este comportamento do nosso treinador - querer tirar satisfação com o torcedor. Afinal, ele como profissional tem que estar preparado para críticas, porque senão nunca chegará a ser um técnico de ponta. Ainda ouvindo pessoas, é voz corrente em Bauru que quem escala o time é a diretoria, não ele. Sendo verdade isso, eu o desculpo pelo nervosismo. Eu como noroestino presente na maioria dos jogos do time e, o detalhe nem em Bauru resido, mas vou constantemente à cidade e nunca deixo de prestigiar o meu clube. Este fato ocorrido fez com que eu reflita em voltar a assistir jogos do time, principalmente aí em nosso estadio, pois sair de casa para ser ameçado de agressão por membros do meu próprio clube devido a críticas profissionais é demais, não preciso mais passar por isto.
Quero agradecer ao gerente de marketing Evaldo e ao preparador de goleiro Bira, que foram duas pessoas lúcidas na hora dos acontecimentos, tentando acalmar a situação. Quanto ao senhor Saran, a quem eu respeito como cidadão, mas como técnico ele precisa se acalmar um pouco, não tentem calar o torcedor, pois hoje, além de pouquíssimos, ainda é o unico patrimônio que o clube tem.
Nelson Brandino de Oliveira