Teerã - O Irã reagiu com veemência à acusação dos EUA de que estaria por trás de um plano para matar o embaixador da Arábia Saudita em Washington com o auxílio de narcotraficantes mexicanos.
A Chancelaria do Irã convocou o embaixador suíço em Teerã para expressar “indignação”com as acusações, que para os iranianos têm motivação política. A Suíça atua como mediadora entre EUA e Irã desde que os países romperam relações, em 1979.
Parlamentares do Irã disseram que as acusações visam desviar a atenção de movimentos como o Ocupe Wall Street - que o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, chamou de “sinal da queda iminente do capitalismo”.
Os EUA acusam Manssor Arbabsiar, 56 anos, preso em Nova York, de tramar o ataque com a ajuda de Gholam Shakuri -integrante da Força Quds, grupo de elite da Guarda Revolucionária, que vive no Irã- e de contratar no México membros do cartel Zetas. A trama, supostamente confessada por Arbabsiar, é considerada improvável por especialistas, que avaliam que os cartéis não têm interesse em suscitar a ira de Washington. “Parece novela de TV”, afirmou José Reveles, autor de “Narcoméxico”.
Críticos dos EUA veem a história como pretexto para que a Casa Branca solicite novas sanções contra o Irã.
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, chamou o suposto plano de “perigosa escalada” iraniana no apoio ao terrorismo e pediu condenação internacional a ele.