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Aparelho que simula ausência de gravidade é atração da Semana C&T

Tânia Morbi
| Tempo de leitura: 3 min

Ir ao cinema e assistir a um filme em três dimensões é algo bem comum, principalmente para adolescentes como Natália, João Vitor e Gabriel, que têm entre 13 e 15 anos. Bem mais curioso foi experimentar o Giro Tech, equipamento que simula a falta de gravidade e proporciona no corpo a sensação de 3D. O aparelho tem sido uma das grandes atrações da 8.ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) de Bauru, aberta oficialmente na manhã de ontem, na sede da Diretoria Regional de Ensino.

No local também é possível pedalar uma bicicleta ergométrica até acionar um ventilador e produzir imagens em um pequeno televisor com seu próprio esforço físico.  Os três adolescentes experimentaram de forma prática o que significa ciência e tecnologia no cotidiano participando da exposição interativa “Ciência, Ação e Diversão”, que faz parte da SNCT, que traz o tema  “Mudanças climáticas, desastres naturais e prevenção de riscos”.

A estimativa é de que 10 mil alunos apenas da rede estadual de ensino passem pela exposição entre os meses de outubro e novembro e possam aprender com os experimentos expostos, que tratam de setores diversos  da ciência e tecnologia. A programação da SNCT se estende oficialmente até o dia 23 desse mês, com eventos gratuitos e abertos ao público.

 

Aproximação

Aproximar o público jovem através da difusão da ciência e tecnologia tem sido uma das principais vertentes da semana especial, segundo o coordenador regional Luis Victorelli.

Se depender de Nathália Fernandes Barbosa, 13 anos, o evento irá contribuir para a futura escolha da carreira profissional. “Eu adoro ciência, é minha disciplina preferida. Às vezes penso em ser cientista, penso em inventar alguma coisa que revolucione o mundo. Vamos ver”.

João Vitor Xavier Matos, 15 anos, gostou da sensação do Giro Tech e garantiu que não foge das aulas de ciência. “A ciência é uma coisa bem legal, porque ao mesmo tempo em que você aprende, você se diverte”, comentou.

Já Gabriel Andrade, 14 anos, defende que a ciência e tecnologia são importantes para ajudar o ser humano. Ele não descarta a possibilidade de seguir uma carreira profissional que se aproxime das experiências da primeira infância. “Eu pegava motorzinho de carrinho de controle remoto e ficava mexendo. Hoje penso em fazer engenharia mecânica ou mecatrônica, construir um robô, quem sabe. A ciência e a tecnologia podem melhorar o mundo que a gente vive e quanto mais jovem a gente começar melhor”, ensina.

Os três adolescentes são alunos da escola estadual Ada Cariani Avalone, do bairro Mary Dota. A escola foi a primeira a visitar a exposição após a abertura da semana de C&T.

 

Aproximar cientista e comunidade é o caminho, afirma coordenador

A aproximação entre jovens, tecnologia e ciência irá proporcionar que a sociedade recupere danos já causados à natureza na mesma velocidade com que a informação sobre os avanços é difundida.

“Apesar das informações de catástrofes e falhas humanas, também estamos passando por processo de comunicação mais rápida. Percebo que tendo a rapidez da informação temos que acompanhar com processos de solução para os danos que já acontecem. Em uma semana de C&T, onde o público prioritário é o jovem, temos como uma ação trabalhar para que as gerações futuras tenham consciência maior de seu papel e de sua responsabilidade. Trabalhar as futuras gerações é o mais importante.”, garante o coordenador regional da Semana de Ciência e Tecnologia Luiz Victorelli.

Aproximar cientista, comunidade é o caminho que deve ser buscado para contribuir com o desenvolvimento científico e tecnológico da sociedade. “A Semana de Ciência e Tecnologia faz ponte para trabalhar duas partes, o cientista precisa se aproximar mais do mundo onde ele vive, por outro lado a sociedade precisa ser mais crítica, questionar, gerar discussões. O jovem tem naturalmente a inquietude, então é preciso motivar e dar oportunidade para que ele expresse essa ebulição que é própria dele”, afirma Victorelli.

A dirigente regional de Ensino de Bauru, Gina Sanches, concorda com o coordenador da SNCT, “Existe a necessidade de popularização da ciência, levando aos alunos e à comunidade a idéia de encantamento pelas pesquisas e experiências. É para nossos alunos que trabalhamos e sempre buscaremos plantar em suas mentes e corações a semente da pesquisa e o delicioso sabor da descoberta”, garante.

 

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