Pelo terceiro ano consecutivo, a rede do Serviço Social da Indústria (Sesi) reuniu projetos de alunos do Interior do Estado em mais um Torneio de Robótica, que desta vez teve como tema o "Body Forward", apresentando soluções para a saúde humana.
A iniciativa visa explorar o mundo moderno da engenharia biomédica descobrindo maneiras inovadoras, através da robótica, para reparar lesões, superar pré-disposições genéticas e maximizar o potencial do corpo.
Por isso, ontem, durante todo o dia, o ginásio de esportes do Sesi de Bauru foi palco de um grande festival de ciência e tecnologia para alunos entre 10 e 13 anos representados nas 16 equipes que disputaram a fase classificatória para a etapa estadual do torneio.
Depois das seletivas, cinco grupos garantiram seus projetos na disputa que será realizada entre os dias 8 e 11 de novembro, em São Paulo. Por ordem, do 1º ao 5º foram classificadas as turmas do Sesi de Ourinhos, Bauru, Botucatu, Assis e Garça.
Nos quesitos de julgamento foram premiados os melhores grupos em projeto de pesquisa, trabalho em equipe, projeto de robô e cumprimento de missões.
No ano passado, depois de garantir o primeiro lugar em todo o Brasil, foi o mesmo Sesi de Ourinhos que conseguiu classificação para a fase internacional, disputada em junho deste ano. Em viagem à Holanda, o grupo paulista ficou com o 3º lugar na Feira Internacional com projeto sobre segurança do trabalho.
Ideia de gente grande
Apesar da pouca idade, os alunos do Sesi apresentaram ontem projetos que já atraem os olhares de gente grande. Garantido na quinta colocação da fase regional o grupo de Garça (70 quilômetros de Bauru) trouxe para a 3ª edição do Torneio uma ideia que já chamou a atenção do Ministério da Saúde.
Depois de pesquisar as necessidades locais, a equipe encontrou uma possibilidade para amenizar a aplicação de insulina em pacientes diabéticos. A pesquisa dos alunos propõe a substituição das dolorosas injeções por um gel transdérmico que contenha o hormônio e que seja rapidamente absorvido pela pele. "Recebemos em junho a visita do ministro Alexandre Padilha, que se interessou pela ideia e já pediu para que testes fossem realizados para viabilizar o projeto, que partiu de uma iniciativa dos próprios alunos", explica o professor Paulo Raucci, um dos orientadores do grupo.
O primeiro passo da equipe foi descobrir qual era a grande demanda dos atendimentos da Saúde na cidade. "Foi então que chegamos aos pacientes com diabetes. Depois disso, pesquisamos quais eram os transtornos enfrentados por eles para elaborar propostas até chegar na ideia do gel", conta o professor.
Na visão da jovem estudante Bruna Custódio, 12 anos, a iniciativa que levou seu grupo à classificação na etapa regional pode ser uma solução para a dificuldade de aplicação de insulina em crianças, pessoas com necessidades especiais, ou até mesmo em adultos que sofrem com as temidas agulhas. "Espero que esse projeto possa ser desenvolvido, porque eu mesmo tenho ?pane? com agulhas", aponta.