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Grupo bauruense propõe ?escova labiopalatal?

Neto del Hoyo
| Tempo de leitura: 2 min

Foi-se o tempo em que construir robôs não passava de uma brincadeira com potes de iogurte e sucatas. A chamada "Geração Z", que reúne os nascidos a partir do ano 2000, apresenta à sociedade uma nova safra de inventores. Os dois grupos do Sesi que representaram Bauru trouxeram para o 3º Torneio outros dois projetos que podem criar novas alternativas para a Saúde.

Para chegar ao segundo lugar na classificação geral, os alunos da 5ª série procuraram dar sua contribuição na luta contra a fissura labiopalatal. Conforme explica o professor Paulo Roberto Fernandes, o grupo buscou informações sobre os problemas mais frequentes das pessoas que lidam com esses pacientes. Assim, alunos entre 10 e 11 anos criaram uma escova mecânica labiopalatal, que pode auxiliar na higienização e diminuir as infecções.

Alunos da 6ª série não chegaram a desenvolver o projeto, mas apresentaram uma ideia que deve ser estudada por fabricantes de videogames. Baseados no Kinect, ferramenta do Xbox que permite interação com os jogos eletrônicos sem a necessidade de ter em mãos um controle, os alunos propõem o jogo "Meu Professor", que traz uma espécie de aula sobre libras, a linguagem dos sinais.

No início do ano os alunos recebem peças de blocos Lego para montar um robô que deve desenvolver as 11 tarefas propostas nas mesas de trabalho. Dentre elas estão maquetes que fazem menção à reparação óssea, ao desentupimento de veias e combate de células cancerígenas.

Aos 12 anos, João Pedro Michelão é um dos "jovens inventores" que projetaram o robô e ajudaram a desenvolver o projeto da escova mecânica labiopalatal, vice-campeã na classificação geral. Convicto da importância do projeto ele revela a receita da vitória: "Não dá para desenvolver um projeto como este se você estiver sozinho. Todas as decisões só são tomadas depois de cada um dar sua opinião".

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