A presidenta Dilma Rousseff passa o dia hoje em Maputo, capital de Moçambique. Ela segue depois para Luanda, em Angola, onde encerra amanhã a visita à África. Em sua primeira viagem ao continente, Dilma quer demonstrar as afinidades existentes entre brasileiros e africanos e intensificar os acordos para o desenvolvimento de parcerias – econômica, comercial e social.
De acordo com especialistas, Moçambique é o país da África com previsão de maior crescimento econômico.
Pelos dados do governo, Moçambique é o maior beneficiário da cooperação brasileira, envolvendo cerca de US$ 70 milhões. Há investimentos em saúde, em educação, agricultura e formação profissional. O comércio entre os dois países aumentou de US$ 25 milhões, em 2010, para US$ 60 milhões, nos primeiros meses deste ano.
Em Angola, ela deve ressaltar que o Brasil foi o primeiro a reconhecer o governo independente do país, em novembro de 1975, e que apoiou os angolanos durante o período da Guerra Fria (1945-1991) – quando houve disputas estratégicas entre os Estados Unidos e o bloco da antiga União Soviética (URSS).
Durante a visita, podem ser assinados acordos de cooperação técnica, além de parcerias para o combate ao tráfico de drogas, o desenvolvimento de pesquisas em geologia e de programas de previdência social.