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Centrais criticam velocidade da redução

Folhapress
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São Paulo - As duas principais centrais sindicais do País, Contraf-CUT e Força Sindical, divulgaram nota criticando a velocidade de redução de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom), que com a decisão de ontem passa de 12% para 11,50% ao no, após corte de 0,5 ponto percentual.

A Força Sindical disse que ainda é muito pequena a queda porque o comitê “acertou no remédio, mas errou na dose”, diz a nota.

“A redução é positiva, mas insuficiente. A redução do índice reflete a pressão da sociedade, especialmente do movimento sindical, que constantemente tem se manifestado a favor de queda ousada na taxa básica de juros. Esperamos, agora, que o Copom ao menos mantenha esse ritmo de queda, que, apesar de suave, serve de alento para a economia”, critica a nota da FS.

Na análise da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), o corte também foi considerado “muito lento”.

“É preciso ousar e acelerar o corte da Selic porque o Brasil ainda mantém o título de campeão mundial dos juros, o que freia o emprego, a produção e o desenvolvimento e somente incentiva a entrada de capital especulativo”, afirma o presidente da entidade, Carlos Cordeiro.

Cordeiro também cobra do BC medidas para forçar a redução dos juros cobrados pelos bancos dos clientes, que também se encontram entre os maiores do mundo. Isso porque a queda da Selic não está se refletindo em juros menores aos consumidores. “Em agosto, o spread bancá rio atingiu 27,8% ao ano, percentual mais alto desde maio de 2009”, apontou. “Está na hora de discutir o papel do Banco Central e dos bancos na sociedade brasileira. Por isso, defendemos a realização da 1.ª Conferência Nacional sobre o Sistema Financeiro, onde todos possam debater a atuação dos bancos e o acesso ao crédito barato para financiar o desenvolvimento econômico e social do país”, concluiu.

 

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