Turismo

A culinária alemã


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Nas festas, prazeres para os amantes da boa mesa

A culinária alemã é tão variada quanto as paisagens que lhe deram origem. Desde restaurantes de comida caseira até mais de 200 restaurantes de categoria, a culinária na Alemanha oferece delícias para todos os gostos e bolsos.

Os alemães gostam de comer bem ? e caprichar na hora de cozinhar. A base são os produtos regionais que também oferecem uma variedade de prazeres à mesa fora dos templos dos gourmets: desde peixe no norte, passando pelas frutas no "Altes Land", knödel de batatas no Leste e Sauerbraten na região do Reno até o macarrão com ovos e massas no Sul. Entre o meio de abril e o fim de junho, os aspargos marcam presença na culinária em praticamente todo o país.


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Stuttgart


Entre a festa popular Volksfest e restaurantes com estrelas, museus de automóveis e o zoológico Wilhelma, vida noturna animada e exposições fantásticas: Stuttgart é repleta de contrastes surpreendentes. Situada em uma das maiores regiões vinícolas da Alemanha, a capital do estado de Baden-Württemberg seduz pela por sua localização maravilhosa, sua belas praças, os suntuosos palácios e construções de diferentes estilos arquitetônicos.

Passeios, festas, compras e degustação

A gastronomia de Stuttgart tem de tudo para atender a todos os gostos culinários. Começando com a tradicional massa regional "Spätzle" e o vinho "Spätburgunder", você vai encontrar desde a típica cervejaria na esquina até restaurantes premiados de reputação internacional. Na rua Königstraße, a pedida é fazer compras: são butiques de moda, lojas especializadas, lojas de departamento, cafés, restaurantes e zonas de descanso, distribuídas ao longo de mais de um quilômetro. No bairro Bohnenviertel ficam os brechós e lojas de antiguidades, ao lado de cafés e restaurantes charmosos, enquanto a rua Calwer Straße, reservada para pedestres, espera os visitantes com butiques elegantes e uma grande quantidade de restaurantes com mesas e cadeiras nas calçadas.


A vida de Ludwig II e as cervejarias


Ludwig II tudo fez para se manter recluso, distante do movimento urbano, mas é a própria capital da Baviera que marca o início e fim de sua vida. Nascido em 1845 no Palácio de Nymphenburg, no subúrbio de Munique, teve vida breve: morreu aos 41 anos, em 1886, há exatos 125 anos. Sua cripta também está na cidade, na Igreja de St. Michel.

Com interesses explícitos em arte e música, o monarca levou importantes apresentações à Ópera da Baviera. Também conferiu novos afrescos e pinturas ao Residenz, que podem ser vistos de perto em uma visita ao maior palácio urbano do Estado.


HIGHLIGHTS
Destino dos sonhos dos apreciadores de cerveja, Munique está acostumada a receber turistas, e o faz com muita simpatia. Seja durante a Oktoberfest ou em um dia qualquer nos próprios biergartens, não há quem não se sinta bem acolhido.

Plana, cheia de áreas verdes (como o imenso Englischer Garten) e monumentos históricos, o ideal é explorá-la a pé. Chegando ao centro, um enorme portal dá acesso ao coração da cidade, a Marienplatz. É ali que fica o velho e o novo Rathaus, belíssima construção em estilo neogótico na qual, no alto da torre, um relógio toca sempre às 11 horas e ao meio-dia.

O Viktualienmarkt, o mercado popular, é o melhor lugar para comprar alimentos frescos e iguarias gastronômicas. Não toque em nada que não for comprar - ou você terá de comprar de qualquer forma. Os preços podem ser salgados: um mamão custa 9,95 (R$ 22).

O mercado abriga também o principal biergarten da cidade, perto das árvores que lhe conferem boas sombras. Escolha seu lugar em uma das mesas e saboreie uma cerveja ao melhor estilo da Baviera.

Ou, se preferir, a cervejaria mais antiga da cidade fica ali pertinho. Fundada em 1589, a Hofbräuhaus serve o típico menu alemão, com carne de porco, vários tipos de salsicha e batatas. É o único estabelecimento de Munique que abre 364 dias por ano - só fecha no dia de Natal.

Acompanhe todo o processo da produção da cerveja


Se não visitar Munique na Oktoberfest, invista no tour da cerveja. Em uma das seis principais fábricas você acompanha os processos da produção, desde a escolha dos grãos de trigo até a última etapa de fermentação. Depois, prova diferentes tipos enquanto aprende sobre a origem da bebida, supostamente descoberta por monges que lá viveram. Para encerrar, há um jantar com menu alemão na Hofbräuhaus regado, claro, com a bebida típica. Por 20 euros, com três cervejas (munichwalktours.de).

Cidade universitária, foi fundada durante a expansão romana


Bruna Tiussu

Os jovens espalhados pelo calçadão da Rathausplatz (praça da prefeitura), logo que o sol ameaçava se pôr, davam o primeiro indício da atmosfera viva de . Basta um fim de tarde de clima agradável como aquele do início do verão passado para grupos de universitários tomarem conta do ponto mais central da cidade. Simplesmente para jogar conversa fora, dar risada e compartilhar cervejas.

A 70 quilômetros de Munique, a típica cidade universitária de hoje é a terceira mais antiga do país: foi fundada há mais de 2 mil anos durante a expansão romana, a mando do imperador Augusto - daí seu nome. Serviu de campo militar e, mais tarde, ganhou construções formidáveis que a tornaram o local mais renascentista da Alemanha.

O próprio Rathaus é o mais notório deles. Erguido entre 1615 e 1620, exibe um par de domos no topo e abriga, no interior, incríveis murais, tetos completamente decorados e uma sala toda em ouro, que atualmente pode ser visitada e alugada para recepções. Ao lado, fica a torre do relógio, outro marco histórico, de onde se tem a panorâmica completa da cidade: basta subir os 260 degraus que levam ao topo.

Com um mapa na mão, é fácil achar outros pontos turísticos. Como a catedral, com afrescos também renascentistas e vitrais do século 12, e o principal museu, o Maximillian. Seu grande salão, coberto por um telhado de vidro, abriga algumas das esculturas originais que embelezavam a cidade e, mais tarde, foram substituídas por réplicas.


EXEMPLAR

Jakob Fugger é o nome mais conhecido em Augsburg. O importante banqueiro e mecenas ergueu na cidade, em 1521, o primeiro sistema habitacional social do mundo, o Fuggerei. Dos moradores dos 140 apartamentos era cobrado apenas a simbólica quantia de 1 florence (cerca de 0,90 euro) por ano. Desde que cumprissem, é claro, alguns requisitos: ser de Augsburg, católico, honesto e de baixa
renda.

Em uma visita (4 euros) pode-se conhecer o apartamento de número 14, que permanece da maneira original. O espaço foi lar do avô de Franz Mozart - o compositor é um dos mais célebres filhos da cidade. O de número 51 é um exemplo de moradia moderna (e também recebe turistas), já que o sistema continua vigente até hoje. O precinho continua o mesmo, assim como as exigências a serem cumpridas. E os residentes atuais ainda têm uma vantagem: podem dividir e decorar o espaço a seu gosto.

O castelo do topo da montanha


Do palácio em que vivia com os pais, Ludwig II conseguia avistar aquele pedaço de terra onde, mais tarde, ergueria o Neuschwanstein. Cercado por lagos, isolado pelos grandes Alpes da Baviera e distante da movimentação de Munique, o topo daquela montanha lhe pareceu o local ideal. O castelo com o qual sonhava, afinal, deveria refletir sua personalidade tão reservada.

O imponente edifício (construído de 1869 a 1884, embora sem todos os detalhes finalizados) tem mesmo a cara do seu idealizador. Ao menos em alguns aspectos. Seu interior é frio e com a atmosfera depressiva, graças a poucas luzes e decoração singela - a grande diferença dele para o Linderhof. Por outro lado, a arquitetura que mescla traços românticos, góticos e bizantinos o transformaram em uma obra de arte em tamanho gigante. Que encanta e hipnotiza o olhar.

Como era impossível contrariar a vontade do rei, bastou ele morrer, em 1886, para o castelo deixar de ser um refúgio isolado. Sete semanas após sua morte, o Neuschwanstein foi aberto ao público. Mais tarde, serviu de inspiração para Walt Disney criar o seu Castelo da Cinderela. E, até os dias de hoje, é destino da maioria dos turistas que passa pela Baviera: recebe 1,5 milhão de visitantes por ano.

NOS DETALHES

A paixão pela música de Wagner - há quem diga que o sentimento se estendia também ao próprio compositor - era explícita na decoração do castelo. Muitos dos objetos, painéis e quadros têm referência nas óperas ou nas lendas medievais que Wagner usou como inspiração para criar suas músicas.

O maior ambiente do palácio, a sala dos cantores - que Ludwig não teve tempo de estrear -, é a que melhor representa esta devoção. Devidamente aparelhada com palco e cadeiras, exibe desenhos do cavaleiro medieval Percival, que inspirou o compositor na obra homônima.

Imagens bíblicas ilustram a sala do trono, pintada em azul (a cor preferida de Ludwig) e dourado. O lustre que leva pedras preciosas iluminaria o trono, se ele existisse. Mas as extravagâncias do monarca dilapidaram os cofres reais e não houve dinheiro suficiente para comprar a peça.

A suíte que seria reservada para o rei fica no terceiro andar. Quase toda azul, tem as paredes decoradas com cenas da romântica história de Tristão e Isolda, também contada em ópera por Wagner. Sempre à frente do seu tempo, o rei investiu em tecnologias e garantiu confortos raros para a época. Além da calefação central e da magic table, já conhecidas do Castelo de Linderhof, até hoje é possível conferir em todos os andares o sistema de água corrente - a cozinha com opção fria e quente. Alguns cômodos contavam com eletricidade e linha telefônica, e o banheiro era dotado de sistema de descarga automático.

De longe


Antes ou depois da visita, todo turista para na Marienbrücke (a 10 minutos do castelo). Também obra de Ludwig, é desta ponte que você vai clicar as melhores fotos do castelo.

A arquitetura externa, cada uma das torres e suas incontáveis janelas são vistas em detalhes. Ao fundo, os lagos, a imensidão verde e as casinhas de Schwangau compõem o quadro fantástico. É como se Ludwig II, apesar de tudo, desejasse que o mundo todo viesse conferir o cenário dos seus sonhos.

Na agenda


Para celebrar os 125 anos da morte de Ludwig II, Munique (muenchen.de)preparou atrações temáticas para todo o ano:


Suíte real: este mês, o quatro de Ludwig II no Palácio de Nymphenburg foi reaberto aos visitantes.

Jardim: uma exposição itinerante fala sobre o jardim de plantas exóticas que o rei criou no último andar do Residenz.

Ópera: o tour mostra os bastidores da Ópera do Estado da Baviera. Um guia conta histórias sobre apresentações
privadas que eram realizadas
apenas para Ludwig II.

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