Campinas - A Procuradoria da República em Campinas instaurou inquérito civil público ontem para apurar supostos atos de improbidade administrativa durante a execução do convênio do programa Segundo Tempo, firmado entre o Ministério dos Esportes e a ONG Pra Frente Brasil, dirigida pela ex-jogadora de basquete Karina Valéria Rodrigues.
Para o Ministério Público, os atos de improbidade podem representar enriquecimento ilícito, prejuízos ao erário e atentado contra os princípios da administração pública.
O convênio foi firmado entre o ministério e a ONG para a implantação de 180 núcleos de Esporte Educacional no Estado de São Paulo, cujo objetivo era atender 18 mil crianças, adolescentes e jovens, por meio da oferta de práticas esportivas educacionais.
De acordo com o Ministério Público, apurações indicam que pode ter havido direcionamento de procedimentos licitatórios para beneficiar empresas cujos titulares manteriam estreitas ligações de parentesco ou de trabalho com diretores da ONG ou com a ex-jogadora de basquete.
A Procuradoria requisitou à Controladoria-Geral da União (CGU) cópias dos relatórios de fiscalizações eventualmente realizadas pelo órgão sobre a execução de convênios federais pela ONG nos últimos cinco anos.
Além disso, cobrou da ONG cópia integral dos processos administrativos de licitação ou de dispensa de licitação e dos contratos celebrados nos últimos cinco anos.