Campinas - Ao contrário dos aeroportuários de Brasília e Guarulhos, os funcionários do aeroporto de Campinas (Viracopos) decidiram em assembleia, na tarde de ontem, continuar a greve contra a privatização dos três aeroportos. Com a decisão, as indústrias da região devem ser as mais afetadas.
Embarque e desembarque estão acontecendo normalmente no aeroporto de Campinas, mas já há acúmulo de carga aérea por falta de trabalhadores. As indústrias da r egião devem ser as grandes prejudicadas com a decisão dos trabalhadores.
Ontem pela manhã, o sindicato dos funcionários da Infraero, empresa que administra os aeroportos, conseguiu desmobilizar a paralização nos outros dois aeroportos que o governo deseja conceder à iniciativa privada. Mas os trabalhadores de Viracopos decidiram manter a greve, que deveria durar até a meia-noite de ontem, por tempo indeterminado.
O Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina) argumentou que não há garantias do governo da realização da reunião marcada para a próxima quarta-feira e que o governo tem se utilizado de instrumentos jurídicos para tentar cancelar a greve.
No aeroporto de Cumbica, os funcionários da Infraero aceitaram retornar ao trabalho, mas vão permanecer em estado de greve até quarta-feira, quando deve acontecer uma reunião com o governo às 10h, no Palácio do Planalto, em Brasília.