Tribuna do Leitor

Automobilismo


| Tempo de leitura: 1 min

 
Hoje não sou muito adepto ao automobilismo, mas assisto vez ou outra. Por um acaso, hoje (domingo à noite) acessei uma das emissoras de TV que estava transmitindo a Fórmula Indy, onde houve um grave acidente envolvendo uns 13 carros onde, infelizmente, um dos pilotos veio a falecer no local. Imediatamente o diretor da prova encerrou (cancelou) a corrida, em respeito ao ocorrido. Nesse caso, o coração falou bem mais alto do que a razão, ou melhor, do que o dinheiro.

Infelizmente isto não ocorreu com o nosso inesquecível, saudoso, e sempre nosso ídolo Ayrton Senna. Naquele dia 1 de maio de 1994, só os que não assistiram ou aqueles que querem ignorar acham que o nosso herói não teria morrido após o acidente. O que houve foi a lei do mais forte, pois se a morte tivesse sido anunciada na pista, a corrida teria que ser cancelada, e logicamente o prejuízo financeiro seria grande. Para a FIA, a prioridade é o dinheiro. A corrida prosseguiu e a morte do nosso ídolo somente foi anunciada após a premiação do vencedor.

Não sei quem é a Federação que administra a Fórmula Indy, mas estão de parabéns, e aqui minha nota zero à FIA pelo que ocorreu em 1994. Como disse acima, após aquele episódio deixei de ser adepto ao automobilismo. O mesmo ocorreu com o Tancredo Neves (postergar sua morte), mas isto é uma outra história.

Jorge Fainer

Comentários

Comentários