Dia 20 de outubro de 2011, 12h20, aproximadamente, presenciei algo que há muito tempo não presenciara: cidadania, espírito humano e a importância com o outro. Indo à escola, pois sou professor de língua portuguesa e, por uma questão pessoal acabei mudando minha rota para o trabalho e, por final, acabei "pegando" o ônibus Geisel - centro, por voltas das 12h15.
Assim que entrei no ônibus, me dirigi ao motorista dizendo que o meu passe era passe estudante, o motorista pediu que eu mostrasse novamente minha carteira de estudante (achei que se tratava de uma desconfiança exagerada, em função de nunca ter voltado para mostrar e comprovar, através da foto, a autenticidade da carteira).
Após alguns minutos, havia uma moça com uma criança de colo no ponto de ônibus e que, por final, acabou entrando no ônibus. O motorista esperou a moça atravessar a catraca, sentar-se, acomodar-se para depois voltar a seguir o seu caminho, prezando pela segurança da mãe e de seu filho.
Em outro ponto de ônibus, novamente houve uma demonstração de fraternidade com duas senhoras que ali esperavam o ônibus e, antes de o motorista parar o ônibus para as senhoras, ele olhou para trás, na intenção de verificar se havia assentos na parte da frente do ônibus - aliás, lugar reservado para pessoas acima de 65 anos de idade -, entretanto, verificando a não possibilidade das duas mulheres se acomodarem, fez com que o ônibus parasse com as porta dianteiras para que elas pudessem se sentar na parte da trás.
Essas ações, infelizmente não corriqueiras, nos mostram que ainda existem pessoas de bem e que ainda podemos ter esperanças de um mundo melhor.
Quando você ajuda ao próximo, você também se liberta. Por isso é tempo de sermos transformados e aproveitar cada oportunidade para ajudar o outro e, como diria Albert Einstein: "Só se começa a viver quando se vive para os outros."
Jean Marcel Moreira Souza