Cairo - Ativistas afirmaram que as forças de segurança da Síria voltaram a reprimir protestos no país ontem, um dia depois de cerca de 40 pessoas morrerem durante ação militar contra civis opositores. O Observatório Sírio de Direitos Humanos afirmou que moradores informaram que havia tiroteios vindos de artilharia pesada no centro da cidade de Homs e invasões a residências e prisões aconteciam pela cidade oriental de Deir el-Zour.
Moradores disseram que é uma das ações mais intensas em Homs desde que as forças de segurança aumentaram as ações militares na região para eliminar os protestos opositores. Segundo eles, tanques disparavam canhões antiaéreos, usados pelos militares para atingir alvos terrestres.
De acordo com os dois principais grupos ativistas de oposição, cerca de 40 manifestantes foram mortos anteontem, quando as forças de segurança atiraram contra civis que participavam de protestos pela saída do poder do ditador Bashar Assad.
Os relatos dão conta de que os manifestantes foram perseguidos até mesmo dentro de suas residências. Nesse mesmo dia, soldados desertores do regime se refugiaram no distrito de Bab Amro.
A Comissão Geral da Revolução Síria, citada pela emissora Al Jazeera, disse que a maior parte das mortes foi nas cidades de Hama, no norte, e Homs, no centro. Os dois locais acolhem os maiores protestos contra o regime de Assad.
O grupo de direitos humanos Sawasiah disse que a repressão em Homs matou ao menos 300 civis nos últimos dez dias e que mais de 30 mil moradores já foram presos desde o início das manifestações contra o regime.
Os chefes das diplomacias dos países árabes, reunidos no Cairo para tratar sobre a situação da Síria, enviaram ontem uma mensagem ao ditador, em que pedem que ele “pare de matar civis”.
A ONU estima que desde o início das revoltas contra o regime, em março deste ano, cerca de 3 mil pessoas já morreram nas mãos da repressão aos protestos, em sua maioria civis.
O regime de Assad afirma que tem o apoio da população e que os confrontos são, na verdade, causados por grupos terroristas militantes no país.
Fim à violência
Cairo - Os ministros árabes disseram ter enviado uma mensagem urgente ao presidente da Síria, Bashar al-Assad, pedindo que ele encerre os sete meses de violência contra os civis depois que forças sírias mataram 40 manifestantes pró-democracia. Foi a mensagem mais forte da Liga Árabe sobre a repressão implacável das forças sírias.
O Comitê de Ministros da Liga Árabe para a Crise Síria afirmou que enviou uma “mensagem urgente ... para o governo sírio expressando o seu forte descontentamento com o contínuo massacre de civis sírios”.
O comitê “manifestou a esperança de que o governo sírio tome medidas para proteger os civis”, disse o comunicado. Ministros árabes devem se reunir com autoridades sírias no domingo na capital do Catar, Doha.
As mortes foram principalmente nas cidades de Hama e Homs, onde homens leais a Assad invadiram casas na tentativa de conter os protestos e uma insurgência armada contra o governo.
o da reitoria, onde foi entregue uma carta aberta ao reitor, João Grandino Rodas.
“Os casos de violência na USP têm se tornado uma triste constante”, afirma o documento, que pede medidas concretas para o problema, como melhoria da iluminação e aumento do número de vigilantes.