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Alunos se dividem sobre PM na USP

Folhapress
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São Paulo - A presença da Polícia Militar na Universidade de São Paulo (USP) divide opiniões entre os estudantes. Quatro dias após um confronto com a PM na Cidade Universitária, zona oeste de São Paulo, estudantes da USP agora reivindicam anistia em processos administrativos.

Na última quinta-feira, houve tumulto no campus, após um grupo de alunos tentar impedir que policiais detivessem três universitários que fumavam maconha. Bombas de efeito moral chegaram a ser usadas pela polícia no conflito.

Desde o incidente, o prédio da administração da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), foi invadido por estudantes.

Ontem, cerca de 400 alunos, segundo os organizadores, se reuniram em frente à reitoria, eles apresentaram um manifesto pedindo a saída da PM do campus e a extinção de processos administrativos contra alunos, professores e funcionários. Respondem a esses processos, por exemplo, os alunos que participaram da invasão da reitoria em 2007. “Temos 500 casos de processos administrativos contra professores, alunos e estudantes, sendo pelo menos 27 de perseguição política, baseado num artigo do regimento de 1972, da época da ditadura”, diz Arielli Moreira, 21 anos, estudante de Letras e que participa da invasão.

A USP afirma que o número é “bem menor”, mas não informa quantos são.

A reportagem apurou que a reitoria ofereceu apoio à FFLCH em um possível pedido de reintegração de posse. Professores da unidade reuniram-se ontem para discutir uma saída para a ocupação - até às 19h40, a reunião não havia terminado.

A reitoria não se manifestou ontem. Segundo a assessoria de imprensa, o reitor João Grandino Rodas não quer falar sobre o tema porque a decisão de pôr a PM no campus foi do conselho gestor, e não dele. Segundo reportagem da “Folha de S.Paulo”, a reitoria defende a manutenção do convênio da forma como está.

 

A favor da PM


Já um grupo de estudantes da USP marcou um protesto para apoiar a presença da PM no câmpus. O evento está previsto para acontecer às 17h de hoje, na praça do Relógio. A manifestação será feita em repúdio aos acontecimentos da semana passada, quando alunos da FFLCH foram detidos com maconha, entraram em conflito com a PM e decidiram ocupar a administração do prédio em oposição à presença dos policiais no campus.

De acordo com o texto publicado na rede social Facebook, o movimento repudia o episódio da últimas quinta-feira. Por volta das 17h de ontem, mais de 500 pessoas tinham confirmado presença no ato.

Na página do evento no Facebook, lê-se na descrição “Somos estudantes, somos trabalhadores, somos a maioria. E EXIGIMOS SEGURANÇA! A minoria contra tudo e todos não pode nos impedir de querer o que é nosso de direito! A Cidade Universitária é parte da cidade de São Paulo, e deve ser tratada como tal. Aqui a lei se cumpre, e os fora-da-lei são devidamente punidos!”.

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