Regional

Tempestade causa estragos na região

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 3 min

A chuva que atingiu a região na noite do último sábado, acompanhada de forte ventania, derrubou árvores, destelhou casas, destruiu coberturas de estabelecimentos comerciais e interrompeu o fornecimento de energia elétrica em algumas regiões. Em Pederneiras (26 quilômetros de Bauru), uma torre de 38 metros de altura, responsável pela transmissão de oito emissoras de TV, foi derrubada (leia mais abaixo). Nos cemitérios, em razão dos estragos, funcionários vão ter bastante trabalho para deixar tudo em ordem até o feriado de Finados. Até ontem as prefeituras contabilizaram os estragos.

Em Barra Bonita (68 quilômetros de Bauru), entre 19h e 20h, rajadas de vento de até 98,6 quilômetros por hora, aferidas por uma estação meteorológica do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), provocaram a queda de cerca de 180 árvores em toda a cidade, segundo a Defesa Civil Municipal. Pelo menos dois carros e uma casa foram atingidos. Além disso, de acordo com a prefeitura, dezenas de residências, em praticamente todas as regiões do município, foram destelhadas. Alguns estabelecimentos comerciais também sofreram prejuízos. Por causa da força do vento, a cobertura de um posto de combustível foi parcialmente arrancada.

No cemitério de Barra Bonita, também foram registradas quedas de árvores. Uma delas chegou a quebrar parte de um túmulo. Durante o vendaval, segundo a prefeitura, praticamente toda a cidade ficou sem energia elétrica. O abastecimento de água também ficou comprometido e foi normalizado no domingo.

A administração ressalta que, apesar dos prejuízos materiais, ainda não calculados, a tempestade não deixou vítimas. Ontem, funcionários da prefeitura e do Sistema Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) percorriam o município para fazer um levantamento dos estragos e dar início ao trabalho de remoção das árvores.

Em Pederneiras, de acordo com o coordenador da Defesa Civil, Sílvio Aparecido Bueno, 92 árvores foram arrancadas pelo vendaval. Oito delas caíram sobre veículos. Um carro também foi atingido por parte de um muro que desabou. A ventania ainda destelhou 52 casas, 14 delas completamente e o restante parcialmente. Ele conta que, apesar dos estragos, não há nenhum desalojado. “As pessoas que estavam nas casas destelhadas foram para a casa de parentes, vizinhos e amigos”, diz.

Segundo Bueno, desde sábado, equipes da Defesa Civil e de departamentos municipais estão percorrendo as regiões mais afetadas pela tempestade. “Foi feita a avaliação dos locais e, após essa avaliação inicial, os casos foram encaminhados ao Departamento de Assistência Social para avaliação socio-econômica, para verificar se a pessoa tem condições ou não de recuperar o imóvel sozinha”, explica.

O coordenador pede para que a população tenha calma até que a situação em toda a cidade seja normalizada. “As pessoas têm que ter um pouquinho de paciência porque o trabalho de limpeza está sendo feito”, afirma. “Só que nós estamos dando certa prioridade para o cemitério, já que quarta-feira (amanhã) é dia de Finados e lá teve queda de algumas árvores também. Na medida do possível, tudo vai ser limpo e desobstruído”.

Até a tarde de ontem, de acordo com a CPFL Paulista, 21 residências em Pederneiras ainda estavam sem energia elétrica por conta da tempestade do último sábado. Equipes da concessionária permaneciam na cidade para restabelecer o fornecimento.

Por causa do vendaval, uma torre comunitária com 38 metros de altura, que transmite o sinal de oito emissoras de televisão, além dos rádios de comunicação da prefeitura e do Corpo de Bombeiros, ficou com a estrutura completamente retorcida e acabou caindo. Por sorte, ninguém foi atingido.

De acordo com Paulo Tozato, encarregado de manutenção da prefeitura, até ontem, a população de toda a cidade estava sem canais de televisão disponíveis. A partir de hoje, uma das emissoras deverá instalar emergencialmente uma estrutura no local para que a transmissão possa ser feita. Até sexta-feira, a expectativa é de que 4 canais já estejam funcionando. Tozato explica que não há prazo para que uma nova antena comunitária seja instalada no local.

 

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