Rural

Indústria de suco de laranja estenderá processamento até fevereiro de 2012


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A indústria de suco de laranja do Brasil deverá estender as atividades até fevereiro do ano que vem para dar conta de processar uma de maiores safras da história, e diante de uma demanda internacional praticamente estável deverá reconstruir estoques, disse um executivo do setor.

"Vendo o quadro hoje, está 100 por cento em atividade, a indústria está processando sete dias por semana, porque está repondo estoques mesmo, tem laranja disponível...", afirmou à reportagem o presidente executivo da CitrusBR, Christian Lohbauer.

Na temporada passada, quando houve uma quebra de safra, as atividades já estavam praticamente encerradas em novembro. Com condições climáticas perfeitas, a safra de São Paulo que está sendo colhida deverá totalizar 377 milhões de caixas, ante 322 milhões de caixas no período anterior, segundo estimativa do Ministério da Agricultura.

"É algo difícil de se repetir, condições perfeitas nas floradas, na chuva e na seca, excesso de frutas, baixos estoques e linha de crédito, tudo ao mesmo tempo, então um quadro desse é que gerou a superatividade", acrescentou o executivo.

O setor de suco de laranja do Brasil, que responde por cerca de 80 por cento do comércio global, contou pela primeira vez na safra atual com uma linha de crédito especial do governo brasileiro para refazer seus estoques, desde que garantindo o pagamento de um preço mínimo ao produtor da fruta.

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Exportação


O presidente executivo da CitrusBR, Christian Lohbauer, disse que a associação não verificou nada novo em termos de demanda pelo suco de laranja do Brasil apesar de as exportações terem crescido no último mês, e acrescentou que o cenário é de estabilidade.

Segundo a CitrusBR, as vendas externas do produto (em equivalente congelado e concentrado) cresceram em outubro 39 por cento ante setembro e aproximadamente 5 por cento ante o mesmo mês do ano passado, para 114,8 mil toneladas.

Para Lohbauer, esse crescimento tem mais relação com questões de registros na alfândega do que propriamente com eventual maior demanda.

"Realmente não tem nada acontecendo para falar em boom de mercado", destacou, lembrando que a única novidade se trata de uma maior demanda da França por suco não-concentrado.

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