Quioshi Goto |
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Marcos Rodrigues adotou uma cachorra |
Bob, um cãozinho de pouco mais de um ano, da raça Shih-Tzu, foi encontrado jogado nas margens do rio Bauru no início deste ano. Depois de ter sido resgatado pelo Corpo de Bombeiros, ele foi encaminhado ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) muito fraco, desnutrido e cheio de doenças. Mas, felizmente, ganhou um novo lar e uma nova dona. Kelly Ramos, de 28 anos, foi quem doou todo amor necessário a Bob e evitou que ele fosse sacrificado.
Essa é apenas uma das histórias de pessoas que optaram por adotar um bichinho de estimação que foi vítima de maus-tratos. Ontem, a Feira de Adoção de Cães e Gatos, promovida pela Divisão de Vigilância Ambiental, foi uma oportunidade para que cães e gatos ganhassem um novo lar e claro, um destino mais feliz.
Na sede do CCZ, foram disponibilizados para adoção cerca de 60 animais, sendo 20 cães e 40 gatos. Esses animais, em sua grande maioria, foram recolhidos das ruas por se encontrar em situação de abandono, tendo sido vítimas de maus-tratos. O evento ocorreu das 9h às 16h.
A vendedora Kelly Ramos, de 28 anos, e o esposo Marcos Vinícius Rodrigues, de 22 anos, que adotaram Bob no mês de fevereiro deste ano, voltaram ontem no CCZ e dessa vez levaram uma cadela vira-lata. “Vou cuidar dela como cuidei do Bob. Ele estava muito doente. Hoje ele está saudável”, disse Kelly. “Gostei dessa cachorrinha, ela é dócil, por isso escolhi adotá-la. Ela fará companhia ao Bob. Ainda vamos escolher o melhor nome para ela”, acrescentou.
As opções de adoção eram bastante diversificadas. Gatos e cachorros de várias cores e misturas de raças, filhotes ou mais velhos, mais agitados ou mais calmos. Mas todos com um ponto em comum: esperando, ansiosamente, uma oportunidade para ganhar um novo lar.
“É importante adotar um animal, pois assim você garante um destino mais feliz a esses bichinhos que têm um histórico de maus-tratos”, salientaram Ângela Estela Bertini Lopes, 52 anos e sua filha Mariana Bertini Lopes, 19 anos. Elas levaram para casa um gatinho de apenas três meses que aguardava ser adotado no CCZ. Logo, ele já ganhou um nome: Dino.
Próximo ao desfecho da feira, o CCZ não havia disponibilizado quantos animais foram adotados. Contudo, o movimento foi intenso, principalmente no período da manhã.
Responsabilidade
Adotar um bichano exige não só vontade, mas principalmente disponibilidade para garantir os cuidados necessários. Os interessados em adotar um animal de estimação devem, antes de decidir pela adoção, tomar conhecimento dos cuidados exigidos, tais como higiene, saúde e avaliar se terá tempo para se dedicar ao bichano. Ao levar um cão ou gato para casa, o responsável assina um termo de responsabilidade, assumindo estar ciente dos cuidados exigidos. Também leva do CCZ um guia com diversas orientações.
As recomendações discorrem sobre alimentação adequada, vacina, entre outros aspectos. É importante, por exemplo, manter o animal bem alimentado, evitando restos de comida humana.
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