Rio - A Agência Nacional do Petróleo (ANP) determinou ontem a suspensão das atividades de perfuração da Chevron no campo de Frade, até que sejam identificadas as causas e os responsáveis pelo vazamento de petróleo e restabelecidas as condições de segurança na área.
A medida significa a suspensão de toda atividade de perfuração da Chevron do Brasil no território nacional.
Novas autorizações só poderão ser concedidas quando as causas do vazamento forem identificadas e as condições de segurança na área de Frade forem restabelecidas, decidiu a diretoria da agência em reunião extraordinária.
A petroleira americana explora 12 poços no campo de Frade, entre eles o que apresenta vazamento de óleo desde o dia 8 de novembro.
A ANP rejeitou ainda pedido da concessionária para perfurar novo poço no Campo de Frade com o objetivo de atingir o pré-sal.
A diretoria da agência informou que a perfuração de reservatórios no pré-sal “implicaria riscos de natureza idêntica aos ocorridos no poço que originou o vazamento, maiores e agravados pela maior profundidade”.
A medida não alcança as atividades necessárias ao abandono definitivo do poço com vazamento e a restauração das suas condições de segurança, informou a agência.
A Chevron informou que ainda não foi notificada sobre a decisão, e vai seguir todas as normas e regulamentos do governo brasileiro e suas agências.
O presidente da Chevron no Brasil, George Buck, pediu desculpas ao povo brasileiro ontem, em audiência pública na Câmara.
Buck afirmou que a prioridade máxima da empresa foi evitar ferimentos e danos a pessoas, depois a proteção ao meio ambiente, com o controle da mancha de óleo no mar. Em seguida, a preocupação foi conter a fonte do vazamento. Segundo ele, o vazamento foi contido em quatro dias, e o fluxo atual é “residual”.
O presidente afirmou que qualquer vazamento é “inaceitável”, mas que o óleo que ainda escapa da superfície do solo marinho da região está depositado nas rochas, e está seguindo seu fluxo.
O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu ontem investigar a ANP após o vazamento.